Cineastas encerram filmagens do curta 'Caranguejo rei'

Enock Carvalho e Matheus Farias partem agora para a etapa de finalização do curta-metragem 'Caranguejo rei', que fala sobre uma catástrofe natural no Recife

Matheus Farias e Enock Carvalho, diretores de 'Caranguejo rei'Matheus Farias e Enock Carvalho, diretores de 'Caranguejo rei' - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

O curta-metragem segue com uma produção ativa e intrigante no mercado de cinema pernambucano, com novos filmes sendo feitos e lançados regularmente. Os diretores Enock Carvalho e Matheus Farias acabaram, na primeira semana de agosto, as filmagens do segundo curta-metragem da dupla: "Caranguejo rei", com incentivo do Funcultura Audiovisual (no valor de R$ 82 mil), produção da Gatopardo Filmes e coprodução da Jaraguá Produções.

O filme dá continuidade ao projeto de cinema da dupla, que em 2016 lançou o curta de terror "Quarto para alugar". "Nossos filmes, de alguma forma e em variados graus, passeiam pelo cinema fantástico", diz Matheus. "'Caranguejo Rei' conta o início de uma espécie de catástrofe natural no Recife, um desequilíbrio na normalidade, digamos assim. Foi em 2015 que veio a primeira ideia para a base do roteiro, que era de lançar um olhar sobre o mangue pela ótica da ficção-científica", detalha o diretor.

As filmagens ocorreram ao longo de seis dias. "Foram 12h de set por dia, com uma equipe de aproximadamente 30 pessoas, entre técnicos e elenco", diz Enock. "Temos seis atores em cena: Tavinho Teixeira (de 'Batguano'), Arilson Lopes ('Onde Nascem os Fortes'), Clebia Sousa ('O Som ao Redor', 'Bacurau'), Naná Sodré, Marconi Bispo e João Vigo. O primeiro desafio sempre passa pelo orçamento, que é bastante limitado, mas nossa equipe de produção encontrou soluções que permitiram que o filme fosse feito nas melhores condições possíveis", explica.

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Os horários das gravações variavam entre madrugada e noite. "Os horários foram basicamente os que as nossas locações permitiam. Nem sempre você pode filmar num determinado lugar durante 12h ao longo do dia, pelo fato do espaço funcionar normalmente, então metade das nossas filmagens foram à noite - o que implicou em criarmos luzes que emulavam um amanhecer, sendo que era por volta das 3h da madrugada", argumenta Matheus. "Trabalho incrível da equipe de fotografia do filme, encabeçada por Maíra Iabrudi", completa.

   Finalização e futuro

Com as filmagens concluídas, Enock e Matheus partem agora para a etapa de finalização. "A montagem deve começar nos próximos dias. Depois vem mixagem, efeitos visuais, correção de cor... Etapas que serão feitas no Recife, São Paulo e Los Angeles. A gente ainda não tem um prazo para terminar o filme, mas vamos seguir trabalhando sem parar na finalização. Certamente estará pronto em 2019", afirma.

Quando ficar pronto, um novo desafio: locais para exibição. "Curtas-metragens possuem um nicho próprio de exibição. Hoje as janelas são praticamente resumidas aos festivais de cinema, internet e streaming. Com o filme pronto, ele deverá percorrer todas essas janelas, acredito que nesta mesma ordem", explica Enock.

Os diretores trabalham, em paralelo, em outros projetos autorais: o longa-metragem "Thales e o Lobo" e o curta "Astronave". "'Thales e o Lobo', o nosso primeiro longa, está sendo escrito desde o começo do ano por nós dois. 'Astronave' é um dos nossos próximos curtas, recentemente aprovado no Funcultura, e com previsão de ser rodado no início de 2019. É um filme que fala sobre portais para outras dimensões", adianta Matheus.

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