Covid-19: grupo de risco deve ficar atento à alimentação

Hipertensos, diabéticos e idosos precisam ter cuidados específicos nas refeições

Cozido pernambucanoCozido pernambucano - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Embora o novo coronavírus atinja um público cada vez mais abrangente, o cuidado com o chamado grupo de risco se mantém forte. Idosos, hipertensos e diabéticos sustentam as estatísticas mais cruéis da doença quando o assunto é sintoma grave e vítima fatal. Para eles, a alimentação saudável e equilibrada faz mais sentido do que nunca, devendo-se respeitar as necessidades nutricionais específicas de cada situação.

Pessoas acima dos 60 anos, por exemplo, tendem a apresentar menos fome em comparação a um jovem adulto. Isso porque o gasto calórico é menor e o processo de metabolização dos alimentos também diminui de ritmo. Uma característica que deve ser observada de perto, segundo especialistas em saúde, para evitar o tempo prolongado sem comida e a falta de hidratação. Aliás, água e cardápio balanceado e colorido representam fortes aliadas do sistema imunológico, principalmente nessa fase da vida.

Embora o excesso de comida industrializada seja um problema para qualquer indivíduo, entre os idosos a questão é pior. Os conservantes presentes nesses produtos favorecem processos inflamatórios e não agregam aporte nutricional. A recomendação, segundo a nutricionista Iane Lira, também vale para os hipertensos, que devem ficar atentos à presença de sódio no sal de mesa” Sendo assim, é importante priorizar alimentos alcalinos e leves, como saladas, refogados e grelhados sem a adição de gorduras saturadas, como margarina, óleos de canola, girassol, milho e outros”, alerta.

A hipertensão debilita os neutrófilos, o tipo de glóbulo branco mais numeroso no corpo, que atua como primeira linha de defesa diante de ameaças contra bactérias e vírus. Quando eles estão enfraquecidos, o organismo não consegue eliminar o vírus tão rapidamente como seria necessário. Para haver esse controle, a nutricionista especialista em doenças crônicas não transmissíveis, Adriana Stavro sugere algumas adaptações na rotina. “Faça pelo menos cinco refeições diárias, incluindo café da manhã, almoço, jantar e dois lanches. Inclua diariamente duas porções de grãos integrais, como arroz, trigo, chia, linhaça e outros grãos. Eles colaboram para o controle das taxas glicêmicas e suas fibras promovem maior saciedade, o que é importante para a manutenção do peso”, diz, já se referindo a preocupação também inerente aos diabéticos.


Diabéticos
Embora frutas como laranja estejam no topo das indicações úteis ao sistema imunológico, é preciso ter cuidado na quantidade ingerida, quando se trata do cardápio para diabético. De acordo com Iane Lira, melhor preferir frutas com mais caroços. “A exemplo de maracujá, rico em semente, maçã, pera, limão, mamão e outros. Mas em pouca dose. Além do mais, prefira o consumo in natura e não o suco - que esse é capaz de aumentar o nível de gordura no fígado, pior ainda se for o de caixinha”, completa. Ainda segundo a especialista, todas as doenças consideradas de grupo de risco, deve-se manter o controle não só da boa alimentação, mas do tratamento médico já prescrito.

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