MEC nega que retirará redação do Enem

A famosa frase de Monteiro Lobato é bastante oportuna: “um país se faz de homens e livros”

Tatiana NotaroTatiana Notaro - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

* Correções no texto feitas às 17h47 desta quarta-feira (18)

O Ministério da Educação negou veementemente que retirará a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como publiquei na coluna Rascunho desta quarta, 18. Além de desmentir a informação, explicou que "essa hipótese nunca foi cogitada por esta gestão". “Muitos boatos se espalham nas redes sociais, principalmente aqueles patrocinados por partidos que, desde que tomamos posse como ministro da Educação, ficam inconformados com as mudanças que nós introduzimos para melhorar a educação no Brasil”, disse Mendonça Filho, em nota enviada. No entanto, os rumores do fim da redação tinham (ou têm) argumentos já engendrados como o altíssimo custo e a demora para se corrigir, em média, oito mil redações (cada uma delas passa, pelo menos, pelas vistas de dois corretores).

Voltando ao tema central do comentário publicado, a falta de leitura já mostrou seu impacto no último Enem. O Inep, instituto responsável pelo exame, divulgou que apenas 77 redações tiveram nota máxima, 1000, do total de quase seis milhões de candidatos. Lembrando que o tema, "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil", chegou a causar polêmica, vale ressaltar que entre os 291.806 que zeraram a prova, a maioria fugiu ao tema (ou seja, faltou compreensão à proposta) e outra parte usou argumentos que feriram os direitos humanos. A maioria dos participantes, 1.987.251, obteve nota regular, entre 501 e 600.

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