Espetáculo de dança 'Magna' aborda a luta contra o câncer de mama

Após ser diagnosticada com câncer de mama, a bailarina, produtora e jornalista pernambucana Christianne Galdino resolveu criar um espetáculo para falar sobre a doença

Um elenco de 32 pessoas integra o espetáculo "Magna"Um elenco de 32 pessoas integra o espetáculo "Magna" - Foto: Thais Lima/Divulgação

Em sintonia com a campanha mundial do Outubro Rosa, o 23º Festival de Dança do Recife abre espaço, em sua programação, para um espetáculo sobre a luta contra o câncer de mama. Idealizado pela bailarina, produtora cultural e jornalista pernambucana Christianne Galdino, "Magna" faz sua primeira apresentação nesta quarta-feira (16), às 20h, no Teatro Barreto Júnior, integrando o projeto "Quartas da Dança". Já na quinta-feira, a partir das 19h, a montagem ocupa o Teatro de Santa Isabel.

Longe dos palcos há 15 anos, Chris decidiu voltar a dançar após descobrir um câncer de mama, em novembro do ano passado. "Perdi a minha mãe há 27 anos, devido a complicações desta mesma doença. Mas não me abati com o meu diagnóstico e ainda encontrei na dança uma forma de apoiar outras mulheres que também estão nessa situação. Por isso, reuni voluntários para ajudar a criar esse trabalho, que batizei com o nome da minha mãe", conta.

O elenco de "Magna" é composto por bailarinos profissionais e outros inexperientes, incluindo pacientes em tratamento de câncer. A equipe começou a ensaiar em março e foi crescendo em quantidade com o passar do tempo, chegando ao total de 32 pessoas.

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"O espetáculo foi ganhando corpo e alma a partir da emoção que toma conta dos envolvidos", afirma. A proposta é que a renda adquirida com a bilheteria das apresentações seja destinada aos pacientes do Hospital de Câncer de Pernambuco, para financiar testes genéticos.

No mês de agosto, Chris chegou a lançar uma campanha de financiamento coletivo para viabilizar a montagem. Mesmo sem ter conseguido arrecadar o valor pretendido de R$ 37 mil, a produtora considera que o projeto foi um sucesso. "A 'vaquinha virtual' acabou servindo como forma de divulgação. A partir dela, conseguimos outros apoiadores, que ajudaram a custear o trabalho", conta.



Ainda em tratamento quimioterápico, a bailarina quer fortalecer outras mulheres que vivenciam esta mesma situação. "Queremos levar a mensagem da prevenção e do enfrentamento. As pacientes precisam saber que é possível encarar a doença de outra forma, tendo a fé, a autoestima e o amor como ferramentas. É uma coreografia de cura", diz. A montagem já tem sessões agendadas para o próximo domingo, em Camaragibe; e no dia 30, no Instituto Ricardo Brennand.

Ex-integrante do Balé Popular do Recife, Chris emprega na coreografia conceitos do método da dança brasílica, criado pela companhia. A cultura popular nordestina é a base da criação, através de ritmos como maracatu, caboclinho, xaxado e frevo, mesclando dança e artes circenses. A trilha sonora traz músicas de compositores locais, como Flaira Ferro, Jota Michiles e Gilú Amaral, e incorpora depoimentos de pessoas que enfrentaram ou estão enfrentando o câncer.

Serviço:
"Magna"
Nesta quarta-feira (16), às 20h
No Teatro Barreto Junior (rua Estrada Jeremias Bastos, Pina)
R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

Nesta quinta-feira (17), às 19h
No Teatro de Santa Isabel (Praça da República, Santo Antônio)
R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada)
Informações: (81) 9721-4371

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