Exposição na Alepe celebra os 170 anos de Joaquim Nabuco

A Fundação Joaquim Nabuco será homenageada em sessão solene, nesta segunda-feira, antes da abertura da exposição

Exposição conta com cartas, fotografias e outros itens inéditos Exposição conta com cartas, fotografias e outros itens inéditos  - Foto: Fundaj/Divulgação

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebe homenagem no dia em que o seu patrono completaria 170 anos de nascimento. Nesta segunda-feira (19), às 18h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) prepara uma sessão solene em comemoração às sete décadas de existência da instituição. Logo após o evento, ocorre a abertura da exposição "Nabuco de volta para casa", que ocupa o hall da biblioteca, na entrada do Anexo II da Alepe.

A mostra conta a trajetória do diplomata, político e jurista pernambucano através de uma linha do tempo com pequenos textos e fotografias, que ilustram cada uma das fases de sua vida. Outro conjunto de painéis destaca pensamentos soltos de Nabuco sobre diversos temas.

"Lendo essas citações sobre educação, comunicação, inovação e negritude, percebemos como elas são atuais. Ele era um homem que tinha uma visão tão além do seu tempo que suas frases conseguem se encaixar perfeitamente nas problemáticas vividas hoje", afirma Betty Lacerda, coordenadora geral do Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra) da Fundaj.

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Um destaque da exposição é a presença de parte do acervo ainda inédito do homenageado. Há cartas a personalidades como Machado de Assis e Rio Branco, cartões postais enviadas ao filho, fotografias e um diário pessoal datado em 1888, ano da abolição da escravatura. O material foi doado pelos descendentes de Nabuco à Fundaj no ano passado, completando a coleção já existente na instituição, totalizando 15.411 documentos históricos.

"A primeira doação da família foi feita em 1974. Com essa nova remessa podemos ver o homem, o pai, o esposo e o filho. Agora, além do escritor, diplomata, político, é o homem inteiro que está à disposição. Chegamos ao que os historiadores apontam como fundamental, que é a plenitude do personagem: sua vida pública e privada", aponta. Os itens, que estão sendo tratados e digitalizados, ficarão expostos somente na noite de abertura da mostra e depois serão substituídos por edições atualizadas das obras do homenageado.

Betty Lacerda, coordenadora geral do Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra) da Fundaj

Betty Lacerda, coordenadora geral do Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra) da Fundaj - Crédito: Brenda Alcântara/Arquivo Folha



O título da exposição também faz referência à estreita relação de Nabuco com a Alepe, já que ele atuou como deputado da então província de Pernambuco. Em 1948, um ano antes do centenário do parlamentar, a antiga sede do órgão de poder legislativo pernambucano recebeu seu nome.

"Nos dois mandatos que exerceu, ele fez discursos memoráveis e também recebeu muitas críticas por ser um defensor da causa abolicionista. Havia ainda um peso muito conservador dos detentores de terras a favor da escravidão, mas ele trabalhava ardentemente pela abolição, usando muitas vezes a assembleia como palco da sua defesa", conta. Com entrada gratuita, a mostra pode ser visitada de amanhã até o dia 5 de setembro, das 13h às 17h.

 

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