Diversão

Exposição Eclesiástes discute o sentido das cores

Primeira individual do artista Walter Alves está em exibição no IAC até 30 de setembro e traz 13 pinturas inspiradas no livro "Eclesiástico", um dos textos do Antigo Testamento da Bíblia

Pintura exposta na mostra Eclesiásticas, no IACPintura exposta na mostra Eclesiásticas, no IAC - Foto: divulgação

Qual o sentido das cores e das formas abstratas que elas podem construir? A pergunta pretende ser respondida pelo artista plástico paulista radicado no Recife, Walter Alves, autor da mostra “Eclesiástes”, em exibição no Instituto de Arte Contemporânea (IAC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Centro Cultural Benfica (Rua Benfica, nº 157, Madalena), até 30 de setembro, das 8h ás 17h. A entrada é gratuita. 

Em sua primeira individual, Walter exibe 13 trabalhos de pintura inspirados no livro "Eclesiástico", um dos textos do Antigo Testamento da Bíblia. Neles, o artista questiona o papel do agente poético e como ele se coloca diante da "vaidade" de cada cor, com expressões e significados próprios.


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"A arte sempre esteve ao meu lado, mesmo quando eu a desconhecia como conceito, formalizada numa palavra que condensava cores, traços, linhas, manchas, papéis, barro (eu brinquei com os "bonecos de Vitalino" na infância, em virtude do alto preço dos brinquedos de plástico e aço da época).

Mesmo assim, tive uma infância de muitas brincadeiras, praticamente todas dentro da natureza (matas, córregos, chuva, açudes, barro, lama, seca, terra quebrada, pedras, insetos, animais etc.). A partir da morte de minha mãe, uma chave girou e os traços, as cores, as linhas, as manchas, os elementos travados surgiram com tamanha violência e se soltaram no mesmo campo de minha angústia, tornando minha existência experiencialmente outra.

“As imagens que aparecem aqui são textuais e escondem na fragilidade de seus elementos principais, papel, água e pigmento, o meu desejo de decifrar o meu 'eu' como oráculo de mim mesmo. O que essa instância poderia dizer aos outros? A vaidade escorre pelas brechas quando digo: sou artista”, reflete o artista.
“A cor, trabalhada neste projeto é elemento constitutivo, porém, não exclusivo. Aqui, ela é pigmento que se associa ao suporte, o papel, e é desgastada no diluente, a água. Três elementos profundamente sedutores.

Juntos, promovem uma experiência estética simples e, paradoxalmente, árdua. Para realizar tais trabalhos, tive que compreender a atividade desses elementos como vivos”, complementa.

 

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