Geleia caseira faz sucesso em feira na Praça de Casa Forte

Villamaria é marca de geleias caseiras que tem feito sucesso em feirinha na Zona Norte

Chutney de manga: prediletoChutney de manga: predileto - Foto: Alfeu Tavares

Comida feita com amor é a mais gostosa que há. Comida feita manualmente, em pequenos bocados, consegue transmitir o empenho de quem se dedica a picar ingredientes e a mexer panelas pessoalmente. Indústria nenhuma, por mais que tente, consegue bater essa sensação de estar em casa ao dar uma garfada num alimento desse tipo.

E é com esse ingrediente a mais, o afeto, que Fernanda Callou tem feito sucesso com suas geleias caseiras na feirinha livre da Praça de Casa forte, aos sábados.

Dona de um tempero notável, aptidão de família, como você pode ler na coluna Folha Gastronomia, a elegante professora de inglês só decidiu compartilhar parte do seu livro de receitas com o público há pouquíssimo tempo.

Incentivada pela família, após o falecimento do marido com quem foi casada por 49 anos, Fernanda encarou a cozinha como uma forma terapêutica de exercitar seu dom de cozinhar. Foi daí que surgiu a Villamaria Geleias Finas. Com o engajamento de filhos e netos, a produção de geleias tem crescido devido a uma inesperada demanda tão rapidamente: há apenas três semanas tem vendido seus potinhos contendo delícias na feirinha na frente de casa. Já chegou a vender 50 em um único sábado entre as 6h e 9h da manhã. Não é difícil entender o sucesso das guloseimas. Porque além de serem deliciosas e de consistência concentrada, ainda têm o carinho da dona das receitas. Que não é pouco.

Os potinhos de vidro decorados com paninhos coloridos acomodam porções de 250g e custam R$ 15. A de laranja kinkan é um dos hits da coleção, fazendo frente à tradicional tangerina. A de pimen­tão vermelho com dedo de mo­ça é sugestão para combinar com um queijo de massa mole e adocicada.  

Ainda tem de uva izabel, a versão dietética de morango, preparada com pectina natural de maçã, e versões sazonais, de acordo com a safra. Pitanga, ubaia, etc. Mas o xo­dó da reportagem foi mesmo o chutney de manga. Dota­do de um tom amarronzado, pela presença abundante da canela, a conserva tem textura encorpada e nuances agridoces equilibradas. Aposte num prato com ave e incremente com a conserva, e o jantar ganha ares especiais.

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