Karina Buhr, Céu e Letrux fazem o domingo do Festival de Inverno de Garanhuns

As artistas sobem ao Palco Dominguinhos a partir das 20h e prometem incendiar o evento

Karina Buhr, Céu e Letrux se apresentam no FIG, neste domingo (21)Karina Buhr, Céu e Letrux se apresentam no FIG, neste domingo (21) - Foto: Divulgação

A previsão de chuva para este domingo (21) no Agreste pernambucano não será suficiente para frear três mulheres que sobem ao Palco Dominguinhos, no Festival de Inverno de Garanhuns. A banda Neander, natural daquela cidade, abre a noite, às 20h. Depois, a partir das 21h, apresentam-se, respectivamente, Karina Buhr (PE), Letrux (RJ) e Céu (SP).

Simplesmente as três artistas que mais têm marcado a música brasileira na faixa etária dos quase ou acima dos 40 anos, com públicos que passeiam entre muitas gerações. Cada uma das três leva ao festival um álbum de trabalho marcado pela força e pelo sucesso: "Selvática" (Buhr), "Em Noite de Climão" (Letrux) e "Tropix" (Céu), este último dentro de um conjunto de hits da carreira, todos premiados e muitíssimo elogiados pela crítica.

Karina despede-se do seu Selvática no FIG

Karina despede-se do seu Selvática no FIG - Crédito: Hélia Scheppa/Divulgação

Karina

Ácida e poética, a pernambucana Karina Buhr extrapolou limites do regional e atingiu todo País e o mundo com a sua música e a sua poesia. Hoje, aos 45 anos, está não só mais afiada, como absurdamente segura da sua arte. Atualmente, está empenhada em "Desmanche", o seu novo álbum, do qual, aliás, já foram liberadas duas faixas, "Sangue Frio" e "A Casa Caiu", que devem ser tocadas para o público do festival. O disco completo tem lançamento previsto para o dia 26 de julho.  

Diante do que já foi divulgado do novo trabalho, é possível traçar uma Karina que passeia entre experimentação, solidez e uma análise profunda do real. "A realidade brasileira é a que vivo e sou diretamente afetada por ela, logo tudo que crio também. Não necessariamente isso venha sempre na forma de letras políticas, mas muitas vezes vem e existe isso de maneira muito forte nesse disco", comentou, em entrevista à Folha de Pernambuco. 

Em "Sangue Frio", Karina se vale de uma notícia de jornal para compor. “O motor que atuou forte pra essa gravação ser feita foi a gravação do single e clipe da faixa Sangue Frio. Com um refrão que fala 'o exército tá matador', não aguentei ouvir o presidente falando ‘o exército não matou ninguém’, a respeito dos mais de 80 tiros que mataram dois homens no Rio de Janeiro. Liguei pra todo mundo, todo mundo topou fazer dali a dois dias e a velocidade com que conseguimos isso me motivou a gravar logo tudo e botar na rua”, explica a artista. Para o FIG, Karina promete um "show instigado", principalmente porque será uma despedida do Selvática, álbum que marcou a vida de muita gente.

Letrux leva o seu Noite de Climão

Letrux leva o seu Noite de Climão - Crédito: Sillas Henrique/Divulgação

Letrux 

Já conhecida de quem passeia pela música alternativa do Brasil, Letrux, que fazia parte da banda Letuce, é o nome artístico de Letícia Novaes. Não há como negar. Nos últimos dois anos, Letrux foi um dos novos fatores da cena nacional: levou não só frescor, através das plataformas de streaming e das suas apresentações país afora, mas, sobretudo, questionamentos e posicionamentos naturais das mulheres. Especialmente daquelas acima dos 30.

Como ela mesma gosta de explicar, na sua obra, o amor, o sexo, os sentimentos são tratados sem floreios. De uma maneira mais real, mas não menos bonita. "É um momento fértil da música brasileira, quem diz que não tem música boa sendo feita é gente que parou a vida e só ouve coisa de 30 anos atrás, o que considero uma pena", sentencia.


Em Pernambuco, sempre berço de novas tendências, o público abraçou Letrux de uma forma quase familiar. Um carinho que é prontamente retribuído pela cantora. "Amo muito, meu avô era pernambucano, já passei algumas férias aí, tenho uma relação afetiva com o Estado, fizemos alguns shows já aí e todos foram especiais e em momentos diferentes da carreira, é bonito acompanhar isso", lembra. Para o festival, garante: "A gente é 110% dedicado ao nosso show, nenhum show é igual e não meço esforço algum pra dar o meu melhor. Sendo a 1x num lugar então, aí mesmo é que há uma alegria contagiante de estar ali, acho que vai ser um showzão".

Céu leva show com sucessos da carreira

Céu leva show com sucessos da carreira - Crédito: Divulgação

Céu 

Dona de sucessos do tamanho de "Malemolência" e "Lenda", duas canções que bombaram nas rádios de MPB em 2005, Céu só somou sucessos durante a carreira. Assim foi com "Vagarosa" (2009), "Caravana Sereia Bloom" (2012) e, entre outros trabalhos que se seguiram, tamnbém brilhou com a nova roupagem que deu aos clássicos de Bob Marley no show "Catch a Fire".

Foi em 2016, no entanto, que veio "Tropix", disco que só acrescentou ao currículo da artista, inclusive no quesito prêmios, com vitória em duas das três indicações no Grammy Latino: Melhor Álbum de Engenharia de Gravação e Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. "Eu acho que todos os meus discos são de certa maneira experimentais. A minha música passa por esse processo de criação. Eu dou espaço a experimentalismos para poder contar as histórias", explica. O público do FIG terá a chance de assistir ao show de carreira de Céu, no qual ela toca os maiores hits da sua trajetória. "Pode esperar um show gostoso, leve, dançante, divertido e quente", assegura a cantora.

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