Lady retorna triunfante ao pop com 'Chromatica', disco lançado nesta sexta-feira

Após quatro anos do 'Joanne', seu último disco de estúdio, ela retorna com sua base pop que a coroou como um dos grandes nomes da indústria musical

Gaga retorna com o 'Chromatica'Gaga retorna com o 'Chromatica' - Foto: Divulgação

Em 2008, Lady Gaga, nome artístico da nova-iorquina Stefani Germanotta, mudou a música pop e selou o seu nome entre as grandes mulheres que surgiram naquela década. Com apenas 22 anos, ela apresentou ao mundo o seu álbum de estreia, “The Fame” - trazendo clipes, performances, visuais e músicas impactantes. Os singles “Just Dance”, "Poker Face” e “Paparazzi”, além de “Bad Romance” e “Telephone” - da versão “The Fame Monster” -, explodiram nas paradas e marcaram gerações. Revigorada, ela retornou, hoje, com o seu sexto disco de estúdio, “Chromatica”, numa carreira consolidada de 12 anos.

O álbum também marca o retorno da “Mother Monster” com um trabalho voltado às pistas. Numa espécie de limpeza de imagem e expansão de público por causa do criticado e injustiçado “Artpop”, em 2013, a artista se dedicou a outros gêneros musicais nesses últimos sete anos. Foi do jazz no “Check to Cheek”, ao lado de Tony Bennett, em 2014; ao country do “Joanne”, em 2016. Do trabalho mais recente ao lançamento do “Chromatica”, Gaga ainda fortaleceu seu nome, atuando e produzindo a trilha sonora do filme “A Star Is Born”, em 2018. Com a música “Shallow” conquistou público, crítica e premiações como o Grammy, Oscar e Globo de Ouro.

Segura, premiada, e amparada por uma legião de fãs - os “Little Monsters” -, a cantora retorna ao pop no momento certeiro. O “Chromatica” é o seu trabalho mais seguro desde o explosivo “Born This Way”, em 2011, com faixas de pop-rock, dance e eletrônico. Para compor a equipe, Gaga trouxe BloodPop, Skrillex, Axwell e Tchami na produção das músicas. Mergulhado no synth-pop, eletrodance, house, disco music, o álbum é um respiro em tempos de pandemia, como a mesma já havia antecipado: “Eu vou fazer o que for possível para fazer o mundo dançar e sorrir. Quero lançar faixas que force as pessoas a se alegrarem mesmo em seus momentos mais tristes”.

 

É neste sentimento de alegria e sensação boa que os ouvidos são levados ao universo do “Chromatica”. Ele é dividido em três partes, as quais são separadas pela interludes “Chromatica I”, “Chromatica II” e “Chromatica III”. São instrumentais épicos, que lembram filmes de sagas de ficção científica, nos levando a mundos distintos. A primeira delas traz os primeiros singles do trabalho “Stupid Love” e “Rain On Me”, na bem sucedida parceria com a cantora Ariana Grande, lançada na sexta-feira passada (22). Com sonoridades dos anos 1980, o início do álbum é completado por “Alice”, “Fun Tonight” e “Free Woman”, esta última remete a clássicos de Madonna e Paula Abdul.

 

KPOP E ELTON

Contudo, é na metade do disco que a artista traz uma explosão. O destaque é da música “Sour Candy", com o grupo de kpop sul-coreano “Blackpink”, um dos fenômenos do gênero. Outra que se destaca é “911”, com vocais e batidas poderosas que relembram as eras “Born This Way” e “Artpop”. A etapa é composta, ainda, por “Plastic Doll”, “Enigma” e “Replay”. Já no fim do disco, Gaga traz um feat jovial e refrescante com Elton John, em “Sine From Above”, diferente das parcerias antigas entre os dois. O “Chromatica” não poderia terminar da melhor forma: “Babylon” é uma das músicas com potencial de hit para trilha sonora das festas no pós-pandemia.

 

Foram quase oito anos de pedidos dos fãs para que Lady Gaga voltasse ao “pop” - referindo-se às músicas que invadiram as pistas no começo da década passada. Foi o tempo suficiente para ela se reerguer, dominar múltiplos gêneros e a indústria cinematográfica (sua atuação rendeu prêmios e indicações no último filme), além de formar um projeto grandioso para a era do streaming.

Caoa do álbum 'Chromatica'

Caoa do álbum 'Chromatica' - Crédito: Divulgação


Além das músicas curtas - feitas para serem reproduzidas repetidamente nas plataformas de streaming -, e parcerias com artistas populares entre os adolescentes (Ariana Grande e Blackpink), o “Chromatica" possui visual, linguagem virtual e a própria forma de divulgação pautada numa era em que todos estão em isolamento social. É o disco feito para relembrarmos a época em que estávamos nos arrumando em uma noite comum de sexta-feira ou sábado para cair nas pistas.

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