Mastruz com Leite é uma das atrações do Forró Fortim, neste sábado

O cantor Neto Leite, vocalista da Mastruz com Leite, sobe ao palco do festival e, em entrevista à Folha de Pernambuco, falou do seu forró eletrônico e do que acha de cantores como Wesley Safadão

Neto Leite, vocalista de Mastruz com Leite Neto Leite, vocalista de Mastruz com Leite  - Foto: Reprodução/Instagram

A praça do Fortim do Queijo, um dos principais cartões-postais de Olinda, recebe a primeira edição do Forró Fortim, neste sábado (14), um dia após o aniversário de 107 anos de nascimento de Luiz Gonzaga. O festival foi criado em homenagem ao Rei do Baião. Com 12 horas de programação, o evento reúne diversos representantes do forró. Um dos destaques é a banda cearense Mastruz com Leite, considerada uma das pioneiras do chamado forró eletrônico.

Com quase três décadas de existência, a Mastruz com Leite já passou por diferentes fases e formatos. O vocalista Neto Leite é o único integrante remanescente da primeira formação. Entre idas e vindas, o músico acompanhou de perto a trajetória da banda que, nos anos 1990, inovou ao incorporar instrumentos como a guitarra e a bateria ao forró tradicional. "Antigamente, o forró era só zabumba, triângulo e sanfona. O que nós fizemos não foi mudar o ritmo, mas acrescentar algumas coisas só para dar mais harmonia. Continuamos fazendo o forró, só que com mais instrumentos", relembra.

O movimento de renovação empreendido ao lado de outras bandas, como Limão com Mel e Magníficos, foi abraçado pelo público, mas também sofreu críticas dos defensores do pé-de-serra. Com o passar do tempo, Neto diz que a rejeição inicial foi superada e mesmo os mais tradicionalistas admiram e respeitam o trabalho. "A galera mudou totalmente o conceito depois de ver como essa inovada trouxe ainda mais beleza ao forró. É algo que já foi incorporado. Se alguém vir a virar a cara para o nosso forró, não vai ser só para o nosso, mas para todos", comenta.

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Quando o assunto é a nova geração de forró estilizado, representada por nomes como Wesley Safadão, Neto Leite é resistente. "Forró é uma mistura de três ritmos: xote, xaxado e baião. Quiseram fazer uma mistura do vanerão do Rio Grande do Sul com o axé baiano, e ficou essa coisa toda aí que a gente anda ouvindo. Mas isso anda longe de ser forró. Acho certo cada um curtir o que gosta, só não concordo em classificar como um ritmo que não é. É a mesma coisa de apontar para um grão de arroz e dizer que é feijão", critica.

Forró genuíno, para Neto, é aquele que bebe da fonte do Rei do Baião. "Luiz Gonzaga foi e continua sendo o pai do forró, porque a obra dele veio para ficar. Enquanto o mundo for mundo, ele estará sempre na memória das pessoas e todo mundo vai continuar ouvindo suas músicas. Mastruz com Leite veio depois, dando uma inovada, mas sem deixar de seguir esse legado", defende.

Sobre o show em homenagem ao ídolo, o músico promete uma mescla dos maiores sucessos de banda. "A gente sempre leva o melhor do Mastruz com Leite para o repertório. Preparamos uma mistura, com novas canções e sucessos de outros artistas, mas o foco é cantar os clássicos, as músicas que marcaram a nossa história", diz. Entre as outras atrações que sobem ao palco do Forró Fortim estão Batista Lima, Geraldinho Lins, Big Band à Nordestina e Maestro Spok. Os shows têm inicio às 16h e os ingressos custam de R$ 25 (pista/meia-entrada) a R$ 70 (frontstage).

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