Momentos marcantes do cinema em 2017

Entre os destaques estão dramas europeus, formas criativas de contar histórias de super-heróis e personagens femininas fortes

Nicole Kidman em 'O estranho que nós amamos'Nicole Kidman em 'O estranho que nós amamos' - Foto: Universal Pictures/Divulgação

Brasil/Argentina - Dois filmes nacionais se destacaram: "Corpo elétrico", de Marcelo Caetano, e "Como nossos pais", de Laís Bodanzky. O primeiro é um relato afetivo e empolgante sobre um jovem gay em São Paulo. À noite, ele sai com colegas de trabalho e experimenta amizades e caminhos turvos do coração. Já o longa de Bodanzky fala de uma jovem mãe frustrada com o casamento. Sua vida muda ao descobrir uma informação decisiva sobre sua origem. "A terra vermelha" é poderoso drama político sobre questões sociais urgentes na Argentina.

Cinema europeu - O filme britânico "Eu, Daniel Blake", de Ken Loach, venceu o Festival de Cannes de 2016; o longa-metragem húngaro "Corpo e alma", de Ildiko Enyedi, conquistou o Festival de Berlim deste ano. São filmes especiais pela maneira como investigam seus personagens: no primeiro, um trabalhador luta por seus direitos contra as injustiças burocráticas do governo, enquanto no segundo um homem e uma mulher que não se conhecem começam a compartilhar os mesmos sonhos, numa fascinante e improvável história de amor.

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Terror - O cinema de terror vem sendo um importante espaço para a experimentação. A força de "Corra!", de Jordan Peele, e "Ao cair da noite", de Trey Edward Shults, está na maneira como o horror se conecta com uma ideia de crítica social e existencial. No filme de Peele, um jovem negro visita a casa dos pais da namorada branca, e o que ocorre nesse encontro é uma sátira brutal sobre o racismo que ainda persiste. No longa de Trey, o gênero "apocalipse" é recalibrado pelo silêncio, pela ambiguidade e pelas crises morais.

Heróis - A grande quantidade de filmes com super-heróis tende a tornar as obras parecidas. Dois filmes se destacaram em 2017 justamente pela maneira como experimentam diferenças: "Logan", de James Mangold, e "Mulher-Maravilha", de Patty Jenkins. No filme de Wolverine, vemos o personagem interpretado por Hugh Jackman mais velho e frágil: um drama sobre o luto e o tempo. Já a história sobre Diana (Gal Gadot) se desataca ao colocar uma personagem feminina forte em tempos de discussão sobre gênero e identidade.

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Mulheres - A refilmagem de "O estranho que nós amamos" foi assinada por Sofia Coppola, que deu maior densidade dramática às personagens femininas - destaque para Nicole Kidman, Kirsten Dunst e Elle Fanning. "Estrelas além do tempo", de Theodore Melfi, conta a história real de três mulheres negras (interpretadas por Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe) que nos anos 1960 foram vitais na Nasa. A animação "Moana - um mar de aventuras" apresenta uma princesa da Disney que foge do molde estabelecido, por não ter um final feliz ao lado de um príncipe. "Uma mulher fantástica", dirigido por Sebastián Lelio, narra o processo de luto de uma transexual. 








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