Papa Francisco da infância ao papado

Filme “Papa Francisco: Conquistando Corações”, que chega nesta quinta-feira (9) aos cinemas, mostra a trajetória, desde a infância, de uma pessoa simples que veio a ser o líder religioso da Igreja Católica

Cinebiografia traz o ator argentino Darío Grandinetti, conhecido por filmes com Pedro AlmodóvarCinebiografia traz o ator argentino Darío Grandinetti, conhecido por filmes com Pedro Almodóvar - Foto: Mares Filmes/Divulgação

 

Chega nesta quinta-feira (9) aos cinemas o filme “Papa Francisco: Conquistando Corações”, coprodução entre Argentina, Espanha e Itália que mostra a biografia do papa Francisco (interpretado pelo argentino Darío Grandinetti), agora com 80 anos. No enredo, ele é retratado da infância ao momento em que chega ao papado e passa a ser chamado pelo atual nome, em 2013 - quando a Igreja Católica, enfraquecida, enfrentava uma série de escândalos.
O longa, dirigido pelo espanhol Beda Docampo Feijóo, retrata a imagem de um homem humilde, caridoso e muito determinado. Avesso a bens materiais e adepto de um estilo de vida simples, Jorge Mario Bergoglio, argentino de Buenos Aires, enfrentou dificuldades desde a infância para manter o sonho de se tornar padre.
Uma delas foi o preconceito, sobretudo da mãe, que preferia que ele fosse médico. O filme mostra que ainda menino Jorge já demonstrava vontade de ajudar os mais necessitados, em sequências que alternam “flashbacks” com cenas dos dias atuais.
Na trama, baseada no livro “Francisco: Vida y Revolución”, de Elisabetta Pique, Jorge tem a companhia da amiga jornalista Ana (Silvia Abascal), que conhece por acaso, quando ela fica encarregada de acompanhar a trajetória do sul-americano em Roma.

Sem saber que está na frente do futuro papa, Ana cria uma amizade com ele e participa ativamente de todos os passos do religioso, que sucedeu Bento 16. O filme conta ainda a luta de Francisco contra a ditadura argentina e até a declarada paixão pelo time de futebol San Lorenzo.
Atuação
Astro do filme “Papa Francisco: Conquistando Corações”, Darío Grandinetti convence na pele do pontífice. O ator, cujo último trabalho havia sido em “Julieta” (2016), de Pedro Almodóvar, sobressai-se ao transmitir a tranquilidade e o humor do padre Jorge. Sobretudo nas cenas em que deixa de lado a postura de papa e encarna uma figura quase paterna para uma amiga jornalista, o personagem conquista quem o vê e mostra sua simplicidade.

Um papa além do que se imaginava
Ele representa e apresenta muito mais do que muita gente imaginava. É essa a opinião de padres e especialistas em religião sobre o desempenho até agora do papa Francisco, que ganha uma biografia nos cinemas, com o filme “Papa Francisco: Conquistando Corações”.
De acordo com o padre João Carlos, da Congregação Salesiana do Recife, o pontífice surpreende. “Nós aguardávamos um grande papa, mas ele está se mostrando mais do que isso. Ele vem de uma experiência na Argentina com opção clara de trabalhar pelos pobres e possui independência de pensamento. Tem ajudado muito a Igreja no mundo todo. A sua liberdade nasce no desapego de interesses e por isso que agrada tanto”, diz.
“Ele carrega a ideia de uma Igreja com compromisso, de ações concretas. Encara os dramas de hoje em dia de frente, entende as famílias e apresenta ótima postura”, completa o padre João Carlos.
Já Lídice Meyer, professora de ciência da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie, destaca a importância de ele ser sul-americano. “Traz visibilidade para os problemas da América como um todo, uma compreensão maior por parte do mundo das questões sociais que vivemos”, analisa.

Para ela, sua atuação perante os mais necessitados o diferencia dos anteriores. “Ele continua executando esse pensamento em Roma, não largou suas origens. A começar pela sua residência em local simples”.
O papa Francisco também abriu maior possibilidade de debate com outras religiões, segundo a professora, que o considera um marco na história da Igreja. “A abertura de conversa é salutar. Ele recebeu líderes de diferentes grupos, católicos ortodoxos, incentivou a aproximação com o protestantismo, liderou tentativas de conversar com o judaísmo, o islamismo”, explica Lídice.

 

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