Quer virar vegano? Fique atento às dicas importantes

Transição para veganismo pede cuidados, segundo nutricionista. Processo deve ser gradual

Grupo Instrumental BrasilGrupo Instrumental Brasil - Foto: Divulgação

 

Transformações alimentares radicais são geralmente condenadas por muitos profissionais de nutrição, que consideram que recaídas são mais fáceis de acontecer em ocasiões de restrição severa de calorias ou exclusão total de algum alimen­­­to ou substância.

Ultimamente, tem-se falado muito de veganismo, tema que vem ganhado espaço nas discussões entre amigos, nos consultórios dos nutricionistas e motivado debates públicos sobre alimentação saudável. De forma objetiva, o veganismo é um conceito mais amplo do que o vegetarianismo, que elimina da dieta - e de todo o estilo de vida - qualquer ingrediente ou matéria-prima de origem animal, de ovo a mel, de pelo ao marfim. Enfim, combate a exploração dos animais.

Dito isso, é comum encontrar adeptos da prática do vegetarianismo - que restringe o consumo de carnes apenas - que evoluem, digamos assim, - para o veganismo. Mas uma mudança tão radical pode exigir alguns cuidados, segundo a nutricionista Cyntia Maureen, da empresa de alimentos saudáveis Superbom. “Mui­­­tos indivíduos voltam a consumir alimentos de origem animal”, explica a profissional, que dá algumas orientações sobre o processo de trasnformação com maior garantia de permanência no novo regime alimentar.

Nos Estados Unidos, um estudo apontou que 84% dos vegetarianos e veganos voltam aos hábitos onívoros. Divulgada em dezembro de 2014, a pesquisa foi realizada pela instituição americana Humane Research Council e contou com a partição de 11 mil pessoas com mais de 17 anos. Entre eles, mais de 50% afirmaram voltar a comer carne em um ano.

Pode ser simples
A jornalista Ana Quitéria Santos, 39, relativiza essa dificuldade apontada na transição. “A transição é fácil, ela depende única e exclusivamente da consciência que você adquire e desenvolve do entendimento da crueldade que significa o consumo do leite e o ovo”, referindo-se ao tempo em que foi ovolactovegetariana, quando ainda comia os dois derivados. Sem comer carne animal desde 2005, diz se arrepender de não ter mudado de hábitos antes.

“Quando você se conscientiza que os animais sofrem diariamente para que os humanos consumam suas secreções e ovulações, você percebe que o seu gosto, o seu paladar é menos importante do que a vida deles. Então, não é difícil dizer ‘não’ a qualquer doce ou queijo. É libertador, na verdade”, defende Ana Quitéria. Mas se você estiver pensando numa migração para o veganismo, Cyntia Maureen dá algumas dicas para ajudar em todo o processo.

 

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