Regionalista não, universal

Arte Contemporânea no Recife dos anos 1990

Carol BotelhoCarol Botelho - Foto: Cortesia

O regionalismo ainda estereotipa a arte visual pernambucana? A arte contemporânea há quase duas décadas prova que rotular a produção local com coqueiros, praias e outros elementos ‘exóticos’ coloca para fora somente um superficialismo artístico que não faz juz ao que há para transmitir de sensações, imagens de pessoas que são nordestinas mas também humanas e, portanto, com identificações universais. Sobre o tema discorre a professora de artes visuais e fotografia, cinema e vídeo do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jane Pinheiro, no livro recém-lançado “Arte Contemporânea no Recife dos anos 1990”, resultado de seu mestrado em Antropologia.

Não poderia deixar de relatar um fato que a autora conta, passado em 1996, quando ocorreu a “Mostra Antártica Artes com a Folha”, dentro da 23ª Bienal de São Paulo. Na época, curadores da tal mostra vieram ao Recife selecionar jovens artistas e não escolheram ninguém porque não havia nenhum trabalho voltado ao ‘figurativo pitoresco’. De acordo com Jane, esse regionalismo se cristaliza no tempo “por meio da morte e não da vida pulsante que se desenrola diante das transformações culturais”.

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