Saiba escolher o vinho certo para o inverno

A estação pede rótulos mais complexos, que ajudam a harmonizar com os pratos dessa temporada. Saiba como escolher sem medo

Vinhos para o invernoVinhos para o inverno - Foto: Divulgação

Quem gosta de um bom vinho sabe que a bebida pode ser degustada em qualquer época do ano. Porém, com as temperaturas mais baixas, ele se torna ainda mais irresistível, especialmente por proporcionar experiências diferentes. Dividida com amigos ou até mesmo sozinho, a bebida harmoniza com os pratos mais encorpados típicos do inverno, além de ser um ótimo acompanhamento para assistir filmes e alegrar conversas.

Temperaturas amenas pedem vinhos mais encorpados, e não necessariamente apenas os tintos, segundo a sommelière Amanda Loyo. “Nesta época mais fria, o ideal é tirar da adega os vinhos mais pesados, sejam tintos ou brancos, com passagem em madeira e, também, com graduação alcoólica mais alta”. Mas não basta ser tinto, o vinho também deve ser mais calórico e apresentar uma sensação de calor na boca. Para atingir essa sensação, uma variação sutil no teor alcoólico é uma boa opção.

O importante na hora de harmonizar é combinar um vinho e um prato que, quando servidos juntos, colaborem para ressaltar ainda mais as características um do outro, criando assim um conjunto sensorial prazeroso. “Quanto mais denso e pesado é o vinho, mais pesado deve ser o prato. Então, esses tintos mais densos pedem carnes grelhadas ou carnes de caça lentamente cozidas no forno. E todas aquelas comidas que aquecem a alma. Os brancos de inverno pedem casseroles ou massas e risotos à base de queijo e, especialmente, uma boa fondue”, ressalta a especialista.

Leia também:
Vinho sem complicação
Você sabe qual é a taça certa para cada vinho?
Conheça os vinhos que levantam a bandeira ecológica
Importação de vinho duplica em cinco anos


A temperatura ideal do vinho também conta na hora de servir, que varia de acordo com o estilo de cada um. Os brancos mais densos devem ser servidos em torno de uns 10ºC, e os tintos, em torno de 16ºC.

E, pensando na melhor relação entre custo e benefício, há alguns países que se sobressaem na hora da compra. Amanda Loyo esclarece as escolhas. “Portugal tem uma relação qualidade-custo incrível, nas mais diversas faixas de preço. Outro país com bom custo-benefício é a África do Sul”, aponta. Entre os rótulos indicados por ela estão o vinho Régia Colheita Alentejo Doc Branco, do Alentejo, em Portugal; Duorum Colheita Douro Doc Tinto, de Douro, também de Portugal; Susana Balbo Tradición Malbec, de Mendoza, na Argentina; e Abotts & Delaunay Les Fruits Sauvages Viognier Pays Doc IGP, de Languedoc, na França.

Amanda também fala que não há uma uva mais apropriada - isso vai do gosto pessoal. “Não tem uma uva especificamente mais indicada, é mais um estilo de vinho. Por exemplo, chardonnay pode ser mais leve e fresca quando não passa por madeira e vem de regiões mais frescas, como pode igualmente ser pesada e densa quando passa por madeira ou vem de regiões mais quentes”. Cor, aroma e sabor influenciam na escolha pessoal, e variam dependendo do tipo do vinho. “Os tintos têm cor mais púrpura, aromas de frutas escuras maduras, notas de especiarias (indica passagem em madeira), por exemplo. Os brancos trazem notas mais amendoadas, com aromas de frutas brancas maduras”, explica.

Veja também

Restaurante Pernambucano recebe selo El Espíritu de América Latina
Mundo

Restaurante Pernambucano recebe selo El Espíritu de América Latina

Área gastronômica prepara ofertas para a black friday
Black Friday

Área gastronômica prepara ofertas para a black friday