Sem regente, nações de maracatu vão homenagear Naná Vasconcelos na abertura da folia no Recife

"Pedi que Naná não fosse substituído porque ele não tem substituto", afirma a viúva do percussionista, Patrícia Vasconcelos

Os distritos de Várzea Velha, Sítio Palmeirinha, Sítio Azeitona, Corubas e Flor do Bosque tiveram os equipamentos entregues à população em cerimônia, na manhã deste domingo (22) Os distritos de Várzea Velha, Sítio Palmeirinha, Sítio Azeitona, Corubas e Flor do Bosque tiveram os equipamentos entregues à população em cerimônia, na manhã deste domingo (22)  - Foto: Divulgação

A importância de Naná Vasconcelos para o Carnaval e para a cultura pernambucana foi tão celebrada em vida que não poderia ser diferente também após a sua morte, em 9 de março de 2016. Homenageado da folia pela Prefeitura do Recife em 2013, o percussionista será lembrado também neste ano na abertura do Carnaval no Marco Zero, quando 13 nações de maracatu se unirão ao coral feminino Voz Nagô, criado por ele, para lembrar do legado deixado pelo músico.

Nos últimos 16 anos, Naná foi o responsável pelas aberturas regendo cerca de 11 nações de maracatu e, em respeito à sua memória, não haverá substituto no show deste ano. “O grande ganho dessa história é que o movimento permanece com muita paz porque Naná passou para eles essa união. Pedi que Naná não fosse substituído porque ele não tem substituto e o que foi construído é que os mestres de cada grupo tivessem autonomia para reger esse espetáculo. Eles mesmos vão subir no palco e essa é uma herança de Naná”, observou a viúva Patrícia Vasconcelos, que não pode adiantar mais detalhes sobre a apresentação.

“A prefeitura ainda vai se manifestar e falar sobre o formato. Adiantei a notícia porque estou me mudando para Nova York e não estarei aqui quando tudo for divulgado, mas voltarei para o evento e para contribuir como puder”, completou ela, que está indo para os Estados Unidos também por considerar o país mais central para negociar projetos sobre a obra de Naná, que era um artista admirado em todo o mundo. “Não sei se haverá essa abertura nos próximos anos, mas neste vai existir. É um passo de cada vez, mas acho que foi um ganho geral”, observa ela.

Estátua

Além da abertura do Carnaval, Naná será homenageado neste ano também com uma estátua que fará parte do Circuito da Poesia. A iniciativa é da Secretária de Turismo e o monumento, feito pelo artista plástico Demétrio Albuquerque, já está pronto. Sem data de inauguração definida ainda, a arte ficará nas proximidades do Marco Zero. “Ainda não vi, mas soube que é em tamanho real. Acho que ficará bem bonito ali pela simbologia do lugar”, opina Patrícia, que acredita que a inauguração deve acontecer por volta do Carnaval, para aproveitar a ocasião.

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