'Terça do Vinil' celebra doze anos com Nação Zumbi

Projeto comemora neste sábado (11), no Catamaran, mais de uma década de história

Nação Zumbi é uma das atrações dos doze anos da 'Terça do Vinil'Nação Zumbi é uma das atrações dos doze anos da 'Terça do Vinil' - Foto: Fábio Braga

A Terça do Vinil é o primeiro lugar que vem à mente quando o assunto é animação durante a semana. Centro Histórico de Olinda, Pátio de Santa Cruz, Galeria Joana D´Arc e, mais recentemente, Torre Malakoff foram alguns dos lugares pelos quais a já tradicional festa pernambucana passou. Comandada pelo pesquisador musical Juniani Marzani, mais conhecido como DJ 440, o agito tem no seu DNA a resistência cultural. Neste sábado, a partir das 21h, serão celebrados os 12 anos do agito, no Catamaran. O produtor comemora a data especial ao lado da Nação Zumbi, Orquestra Maestro Oséas e Sambadeiras. Os ingressos estão à venda no site Sympla, a partir de R$90.

Em entrevista à Folha de Pernambuco, Marzani conta como foi o nascimento do projeto: “A Terça do Vinil surgiu despretensiosamente, em Olinda, numa comemoração da saída de um emprego que eu não era muito feliz. De uma audição de discos na janela de um bar, a Terça naturalmente aos poucos foi virando um movimento. Foi na janela do extinto Bar Xinxim da Baiana que passou sua maior temporada (quase 4 anos); na Bodega de Véio, também em Olinda. Fomos ganhando espaço e público na Cidade com muita luta e persistência”, enfatizou.

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Há mais de um década na estrada com a festa, o DJ 440 teve a oportunidade de levar o seu repertório cheio de brasilidade a várias outras cidades do Brasil e também do exterior. “O projeto já viajou pra mais de 10 capitais do País. E, de 2 anos para cá, estamos internacionalizando o projeto, passeando por Lisboa, Berlim, Paris, Madri, Barcelona, Nova Iorque e Miami. São 12 anos semanalmente e ininterruptamente levando minha pesquisa de música brasileira para o público”, conta. Todos esses lugares aproveitaram o que a nossa música tem de melhor: MPB, forró, samba e muito mais.

Para este ano, as promessas são de desafios, trabalho e muita vontade. “Ainda estamos sem espaço para a temporada de 2020. Mas o que posso adiantar é que, em janeiro, iremos aportar no Biruta, para uma pequena temporada de verão. Nessa edição especial do Biruta, iremos cobrar um valor simbólico para manutenção e continuidade da atividade, pois temos uma equipe grande envolvida e uma logística de montagem que demanda um custo alto", adianta o DJ.

O projeto surgiu e pretende seguir com a ideia de democratizar o acesso à atividade cultural musical, embora nem sempre essa seja uma meta possível. "Manter um projeto do porte da Terça do Vinil com o fluxo de mais de 2 mil pessoas semanalmente, ocupando espaços públicos do Recife, sem um retorno financeiro viável ou sem o apoio do poder público e de todas as instâncias que são impactadas tanta na cultura quanto no turismo pelo nosso projeto é impossível", justifica. Apesar de todas as dificuldades, enquanto uma festa privada de um produtor independente, Juniani garante que o projeto segue firme.

Serviço:
12 anos da Terça do Vinil

Sábado (11), 21h, no Catamaran (Cais de santa Rira, s/n, São José)
Ingressos a partir de R$ 90 (Sympla)

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