Vinho sem complicação

Elitização ainda é impasse para expansão do mercado consumidor da bebida

Mercado pode crescer se propor acessibilidade Mercado pode crescer se propor acessibilidade  - Foto: Da editoria de Arte

Bag-in-box, garrafa magnum, taça de acrílico, copo de vidro, vinho em lata. Quantas são as formas de se beber vinho hoje em dia? Muitas. E todas miram na desburocratização do consumo.

Apesar de haver profissionais e consumidores experientes puristas quando o assunto é vinho, sou do time contrário: acredito que o consumidor precisa se sentir bem e à vontade para beber o tipo de vinho que quiser e do jeito que achar melhor.

Obviamente, sabendo que informações técnicas, harmonizações guiadas e regras acerca da bebida precisam ser levadas em conta e respeitadas - mas acho que há momento para o ritual completo, quase cerimonial que envolve tudo isso.

Mas não sou a favor de engessamentos. Não creio que regras devam ser seguidas simplesmente por serem regras. Nas minhas andanças e intercâmbios com gente que trabalha diretamente com hospitalidade na área de restauração, uma confirmação das minhas impressões pessoais: quando mais se elitiza a informação a cerca de um produto qualquer, mais distante ele fica daquele consumidor iniciante ou aspirante a consumidor. Ou seja, a maioria do mercado com potencial para se formar consumo.

O tema tem sido tão estimulante no meu trabalho, que publiquei uma série de vídeos esta semana no meu perfil do Instagram, o @quintopecado, trazendo o assunto junto com a sommelière Lolô Riccobene, que pontuou de forma contemporânea a quantas anda o mercado de vinhos do ponto de vista da democratização do consumo da bebida.

Nos IGTVs, a gente mostra várias formas de beber, em que momentos são apropriadas cada uma delas, e as tendências que tendem a se fortalecer. Vai lá!

VITRINE NOVA
Sofia Mota assina a repaginada geral da confeitaria da rede Parla Deli, do empresário Marcelo Silva. Além dos doces antigos, que ganharam cara nova, a consultora incluiu receitas inéditas. Mas os clássicos não faltariam: tortinha de limão, bolo de rolo, além de verrines de banana e frutas vermelhas, brownie e mil-folhas.

A JATO
Esgotaram em apenas três horas as reservas para o jantar do chef Jefferson Rueda (A Casa do Porco, em SP) no restaurante Oleiro Cozinha Artesanal, no dia 13 de agosto. Ele vai cozinhar com Claudemir Barros em comemoração ao 1º ano de funcionamento da casa recifense. Será que ele é celebridade? Em tempo. A Casa do Porco acaba de conquistar o 39º lugar no ranking dos melhores restaurantes do mundo pelo 50Best.

A BORDO
Agora, todos os voos internacionais da classe econômica da Latam servem os vinhos FRAN, feitos pela argentina Nieto Senetiner. São 4 rótulos - chardonnay, cabernet sauvignon, malbec e um blend. A linha foi desenvolvida para estimular o consumo entre os millenials. No Brasil, quem distribui os FRAN são a Porto a Porto e Casa Flora, especificamente no Recife, pela Veloz Distribuição.

FÉRIAS NO PATTEO
O Zen do shoppping Patteo, em Olinda, esté com sunset nos sábados de julho, com DJ e 1ª caipifruta free, das 16h às 20h. Já o Faaca, ao lado, está com promoções: todos os dias, a partir das 17h, tem combo de caipifruta (comprando seis unidades, cada uma sai por R$ 10,99) e até às 21h, às quintas, tem ginrosca por R$ 13,90.

BREJA NOVA
A Fab Lab, empresa de design e inovação, lançou cerveja própria produzida pela pernambucana Capunga Beer. Batizada de Gambi, a breja local é um blend de lager com IPA infusionado em madeira.

*É editora do caderno Sabores e escreve quinzenalmente neste espaço. É titular do Instagram @quintopecado

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