Ano de 2018 foi de crescimento para supermercados brasileiros

No entanto, o crescimento foi modesto devido à greve dos caminhoneiros e a demora na retomada do consumo

SupermercadoSupermercado - Foto: Alfeu Tavares / Folha de Pernambuco

RIO DE JANEIRO - Apesar da greve dos caminhoneiros, 2018 foi de crescimento moderado para o setor supermercadista brasileiro, que se mantém como responsável por 5,2% do PIB nacional. Segundo dados divulgados ontem, na abertura da Convenção 2019 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), ano passado, o setor registrou faturamento de R$ 355,7 bilhões, avanço de 0,7% comparado a 2017, abaixo dos 3% estimados no início de 2018. Para 2019 a perspectiva se mantém positiva, com projeção de crescimento de 3%.

Segundo o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, além da greve dos caminhoneiros, o crescimento modesto do setor se deu pela demora na retomada do consumo. “Não há como existir crescimento com desemprego tão alto. Sem poder de compra há uma tendência natural de frear o consumo, o que impacta diretamente nosso setor. Associado a isso, 2018 foi um ano eleitoral e as incertezas políticas refletem na confiança do consumidor”, explica Sanzovo.

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Ainda segundo o presidente da entidade, que promove até a próxima quinta, no Rio de Janeiro, a 53ª Convenção Abras, em parceria com a Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj), para que se confirme a projeção de crescimento, será necessário que as agendas reformistas tenham o respaldo do Congresso. “Nosso negócio só cresce com aumento da renda e o aumento da renda só ocorre com o emprego. Este só será recuperado com a volta do otimismo dos empresários, que depende dos avanços das reformas para voltar a crescer”, ressalta Sanzovo.

Índice recente criado pela consultoria GFK, no entanto, salienta que mesmo sem a confirmação das reformas necessárias, o setor já demonstra sinais de aumento da confiança. “Após um período de baixa, o Índice de Confiança Supermercadista voltou a ficar mais perto do 100, marcando, em fevereiro, 58,7, o que remete a um supermercadista bem mais confiante, porém ainda moderado”, revela o diretor de atendimento da GFK, Marco Aurélio.

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