Ao citar Trump, Mourão nega que Brasil desvalorize moeda artificialmente

O vice-presidente não criticou o líder americano

Vice-presidente Hamilton MourãoVice-presidente Hamilton Mourão - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na manhã desta segunda-feira (2) que a decisão do presidente americano Donald Trump de aumentar tarifas sobre o aço e o alumínio vindos do Brasil e da Argentina é reflexo da tensão geopolítica com a China.

Mourão disse que a desvalorização artificial da moeda, motivo sinalizado por Trump para o aumento tarifário "não está acontecendo", mas não criticou o líder americano.

"Isso é característica da tensão geopolítica que estamos vivendo que gera protecionismo. É um movimento anticíclico em relação à globalização", afirmou a uma plateia de empresários em evento organizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo.

Leia também:
Bolsonaro ainda não procurou Trump, diz chanceler brasileiro
Não é momento de Bolsonaro ligar para Trump, diz porta-voz

O vice-presidente afirmou que a ascensão da China "abriu oportunidades para países como o nosso, tanto no sentido de dinamizar as nossas exportações", no desenvolvimento de tecnologia e na captação de investimentos em infraestrutura.

"Precisamos de financiamento e os chineses estão dispostos a financiar, então vamos tratar com eles".

Mourão deixou o evento sem falar com jornalistas. Em seu discurso, defendeu a urgência das reformas administrativa e tributária.

"Precisamos reverter o aumento dos gastos primários, especialmente os obrigatórios, que hoje consomem 94% dos recursos. Precisamos abrir espaço para o orçamento. Na trajetória atual, em 2022 o Estado só paga pessoal, se não fizermos nada. Não dá para adiar [a reforma administrativa]".

Veja também

Brasileiro de alta renda busca imóvel grande por conforto no confinamento
Nova rotina

Brasileiro de alta renda busca imóvel grande por conforto no confinamento

Bolsonaro liga para empresária que chamou fechamento de loja de ato da 'ditadura'
Pandemia

Bolsonaro liga para empresária que chamou fechamento de loja de ato da 'ditadura'