Arco Metropolitano vai receber recursos federais, diz ministro

Moreira Franco disse que o Governo Federal vai liberar verba para a obra de 90 km

Trânsito no entorno do RecifeTrânsito no entorno do Recife - Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco

A infraestrutura viária e ferroviária também foi pauta da visita do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, a Pernambuco. Ele garantiu que o Governo Federal vai liberar os recursos necessários para que o projeto do Arco Metropolitano saia do papel.

O Arco Metropolitano, de 90 quilômetros, é uma saída para desafogar o trânsito na BR-101, ligando o polo de empresas da Mata Norte diretamente a Suape. Assim, os caminhões que transportam produtos e insumos poderão trafegar evitando os gargalos do perímetro urbano. O investimento no projeto será totalmente público - parte do Governo Federal, parte do Governo do Estado. Contudo, ainda não se sabe qual será a fatia da União nesse montante. Isso porque, embora o Arco seja um assunto antigo e já tenha três opções de projetos assinados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Agência Condepe/Fidem e da Odebrecht, esse último no modelo de Parceria Público-Privada (PPP), uma quarta opção de desenho está sendo estudada.

“No próximo dia 16 teremos uma reunião com o governador Paulo Câmara para debater uma quarta proposta. A ideia é que ela seja a síntese de todas as outras, mais simples e livrando a área de proteção ambiental (que obriga o desvio do traçado)”, detalhou o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry. Ele ainda descartou a possibilidade do projeto ser incluído no pacote de infraestrutura de Pernambuco, junto com as BRs 232, 101 e 408, do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). “Já foi estudado, porém, o pedágio ficaria muito alto”, explicou.
  
Presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), Fernando Trigueiro comentou que a nova solução que será desenvolvida precisa ser debatida publicamente. “Para evitar gastar dinheiro de forma inadequada com projetos que não andaram como já foi feito no passado”, argumentou, dizendo que os gargalos logísticos pesam sobre as empresas locais. No Nordeste, eles custam o dobro do Sul e Sudeste.

Franco ainda comentou as obras ferroviárias como a Transnordestina. Disse que o setor ferroviário nordestino é deficiente e está na mira do PPI. “Adotamos a regra de somente autorizar novas ferrovias se elas estiverem ligadas a portos”, emendou.

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