Bacia leiteira de Pernambuco ganha espaço de discussão

Empresários e entidades envolvidas na produção de leite do Estado decidiram montar um plano de trabalho para o setor

Bacia leiteiraBacia leiteira - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

As demandas dos representantes da bacia leiteira de Pernambuco vão ter um acesso permanente com órgãos do Governo Estadual. Através da Câmara Setorial do Leite, as discussões serão feitas para montar um plano de trabalho anual que fortaleça a produção do Estado. Em reunião que aconteceu ontem, na cidade de Garanhuns, no Agreste, sindicatos, indústrias, entidades e pastas do Governo trataram como pode ser melhorada a produção do leite local, o preço da mercadoria e as condições dos produtores.

Presente no encontro, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, tratou de dois pontos importantes que já devem entrar na pauta das melhorias. “A indústria Lactalis do Brasil se prontificou em triplicar a quantidade do que eles compram de leite dos produtores pernambucanos. Pretendemos criar ambiente para expandir a medida para outras indústrias”, destacou Schwambach, ao complementar que, para isso, algumas ações precisam ser feitas. “Devemos buscar a qualificação dos produtores e melhorar o preço para que consigam vender e assim também evitar a ação de atravessadores na venda”, comentou o secretário.

Outro ponto a ser discutido inicialmente será reduzir o custo de licenciamento ambiental para as queijarias de pequeno porte. “Vamos conversar com a CPRH [Agência Estadual de Meio Ambiente] para melhorar esse valor”, disse Schwambach.
As ações serão forma1tadas a partir da reunião com diversos órgãos. “A conexão será feita pela Câmara Setorial, que terá a presença da AD Diper [Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco], o IPA [Instituto Agronômico de Pernambuco], a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e várias associações”, disse o secretário.

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A bacia leiteira de Pernambuco vem sofrendo com a dificuldade de escoamento da produção e os altos preços do produto. Isso porque as indústrias de laticínios instaladas no Estado estão comprando leite de outros estados para fabricar suas mercadorias. Algumas medidas já foram criadas pelo Governo de Pernambuco para buscar o fortalecimento da produção local. Em abril, foi anunciado que os fabricantes que optarem por comprar o leite de outros estados terão que pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) antecipadamente. Hoje, a produção do Estado é de aproximadamente 2 milhões de litros por dia e gera cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos.

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