Bolsonaro critica manchetes, mas admite retomada lenta da economia

Bolsonaro, primeiro, se aproximou de jornalistas e, com a Folha de S.Paulo e outros jornais do dia nas mãos, criticou as manchetes sobre o anúncio do PIB

Presidente Jair BolsonaroPresidente Jair Bolsonaro - Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta sexta (30) que a retomada do crescimento econômico, em seis meses de seu governo, foi lenta.Ele falou a respeito em entrevista na saída do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro, primeiro, se aproximou de jornalistas e, com a Folha de S.Paulo e outros jornais do dia nas mãos, criticou as manchetes sobre o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB), na véspera.

Folha de S.Paulo , O Globo e O Estado de São Paulo noticiaram o avanço de 0,4% no segundo trimestre, ante os três meses imediatamente anteriores, conforme medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas ponderaram que a recuperação da atividade econômica segue vagarosa.

"Tudo combinado [entre os periódicos]. O editor tem de aprender. Pelo menos não combina, pega mal. Não tem o que falar, não tem o que criticar. É obrigado a criticar, então tem o 'mas'", protestou o presidente.

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Questionado pela reportagem se, em seu entendimento, o crescimento está rápido, ele afirmou em seguida: "Não é rápido". "É lógico que é lento, a economia é igual a um transatlântico. Até na nossa casa, quando o pessoal está endividado aí, é devagar. É complicado recuperar", acrescentou.

Bolsonaro disse que "o bom dos números" é que o PIB do segundo trimestre foi puxado pelo investimento, "e não consumo", cuja participação no resultado foi menor.

"O consumo, vai vir um pequeno crescimento agora com a antecipação do décimo terceiro [salário] do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] e a questão também do fundo de garantia. Então vai ter um crescimento um pouco fogo de palha, vamos assim dizer. Quem diz são os economistas, não sou eu, porque eu não entendo nada de economia", comentou.

O presidente atribuiu a falta de recursos do governo, que tem levado seus ministros a pedirem complementação orçamentária, à situação deixada pelas gestões anteriores.

"Todos estão reclamando, até eu estou chorando. Eu adotei um ministério, adotei o da Defesa. Mesmo eu adotando um ministério, está difícil."

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