China apresenta demanda à OMC por tarifas americanas

Na última cúpula do G20, os presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, concordaram em reativar suas negociações comerciais

Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping  - Foto: Brendan Smialowski / AFP

A China apresentou nesta segunda-feira (2) uma demanda perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a entrada em vigor, neste domingo, nos Estados Unidos, de novas tarifas sobre produtos chineses sobre um montante em importações anuais de bilhões de dólares.

"Essas tarifas dos Estados Unidos violam seriamente o consenso alcançado pelos chefes de estado de nossos dois países em Osaka" (Japão) no final de junho, durante a cúpula do G20, segundo comunicado publicado no site do Ministério do Comércio da China.

"A China está muito insatisfeita e se opõe resolutamente. De acordo com as regras da OMC, protegerá firmemente seus legítimos direitos e interesses", acrescenta o texto.

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A China e os Estados Unidos estão travando uma batalha comercial há mais de um ano que resultou na imposição recíproca de tarifas alfandegárias sobre mais de US$ 360 bilhões em comércio anual.

Na última cúpula do G20, os presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, concordaram em reativar suas negociações comerciais. Mas a trégua não durou muito.

Em 1º de agosto, Trump anunciou 10% de tarifas suplementares sobre mercadorias que representam US$ 300 bilhões em importações chinesas, a partir de 1º de setembro. Em 23 de agosto, Pequim respondeu com represálias alfandegárias contra US$ 75 bilhões.

Em reação, no domingo, Washington decidiu aumentar as tarifas suplementares anunciadas em 1º de agosto para 15%

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