Com praias e ecoturismo, Goiana busca maior investimento

Lugares como a Reserva Aparauá, no município da Região Metropolitana do Recife, planejam expansão de atividades

Com praias e ecoturismo, Goiana busca maior investimentoCom praias e ecoturismo, Goiana busca maior investimento - Foto: Arthur de Souza/ Folha de Pernambuco

Uma das principais cidades do Litoral Norte de Pernambuco, Goiana vai muito além da fábricas e do centro da cidade. O município a 44km do Recife possui também belas praias, e busca ser um dos destinos mais escolhidos pelos turistas que vêm ao Estado. A iniciativa parte dos empresários da região, com apoio do Governo de Pernambuco através da Empetur.

Com 22km de praias em extensão, o Litoral de Goiana divide-se em Catuama, Barra de Catuama, Ponta de Pedras, Carne de Vaca e Atapuz, lugares já conhecidos pelos pernambucanos. Porém, outros locais tem tentado movimentar o turismo, principalmente depois da chegada da Jeep no município.

Um destes atrativos é o turismo rural, como no caso da Reserva Aparauá. Criada pela família Petribú e liderada pelos irmãos João e Luciana, o empreendimento tenta movimentar a rede hoteleira, com a criação de novas oportunidades e mais investimentos também da iniciativa privada.

“Goiana é um município que os gestores daqui até agora não acreditaram no potencial turístico. Temos uma grande área de praias, três comunidades de pescadores. A potencialidade nossa é imensa”, afirma Luciana, gestora da Reserva Aparauá. Localizada às margens da PE-49, a terra localiza-se no Engenho Massaranduba do Norte (340 hectares), desmembrado do Engenho Massaranduba (1.980 hectares). O local abriga hoje além de um açude, diversas atividades como stand-up paddle, trilha, bica e um ponto do projeto Praia Sem Barreiras.

Buscando apoio de outros empresários, o empreendimento busca expansão, além de uma ramificação para atividades distintas, que envolvem um complexo de parques, com tirolesas, até a hospedagem de turistas. O próximo passo, inclusive, já está desenhado.

Um conjunto de 40 bangalôs e 120 unidades de apartamentos deve começar a ter sua construção iniciada ainda neste ano. Com um investimento inicial de R$ 5 milhões, o local deverá fazer parte de uma 1ª etapa de empreendimentos, que buscam ligar a reserva ecológica até a praia de Carne de Vaca.

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“Temos estudado bastante outros destinos pelo mundo, e vemos aqui um grande potencial envolvendo mar e mangue, além do turismo rural”, diz João Petribú, responsável pela elaboração dos projetos. Além da expansão para outras atividades, novos equipamentos devem chegar entre fevereiro e março no local, com um aporte de R$ 800 mil através de financiamento do Banco do Nordeste.

Com cerca de 400 pessoas que circulam por dia no local, os gestores da reserva esperam um aumento para aproximadamente 550 visitantes diários. Atualmente, são 14 funcionários fixos, com visitação nos fins de semana para o público geral e também durante a semana, para grupos com 25 pessoas no mínimo.

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