Compesa vai investir R$ 1 bilhão em obras

Recurso previsto para 2019 é 36,6% maior que o de 2018 e vai viabilizar obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de obras estruturais como a da Adutora do Agreste

Adutora do Agreste, que sofre atrasos desde 2014, é aguardada para amenizar efeitos da estiagem no InteriorAdutora do Agreste, que sofre atrasos desde 2014, é aguardada para amenizar efeitos da estiagem no Interior - Foto: Compesa /cortesia

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vai investir R$ 1 bilhão no abastecimento de água e no esgotamento sanitário estadual neste ano. O montante é 36,6% maior que os R$ 732 milhões aplicados em 2018 e, segundo a companhia, vai permitir que o Estado chegue perto da conclusão de obras importantes como as das adutoras do Agreste e do Alto Capibaribe, que vão trazer as águas da Transposição do Rio São Francisco para o Agreste de Pernambuco.

“Serão mais de 100 obras”, revelou o presidente da Compesa, Roberto Tavares, dizendo que o investimento vai chegar a diversos pontos do Estado, beneficiando mais de 300 mil pessoas. “Estamos começando obra de R$ 32 milhões em Custódia, de R$ 100 milhões em Santa Cruz do Capibaribe e de R$ 80 milhões em Surubim. No Recife, vamos investir R$ 117 milhões na estação de tratamento de esgoto do Cabanga e também teremos obras para espalhar melhor a água de Pirapama em locais como os morros da Zona Norte do Recife e Jaboatão”, contou Tavares, dizendo que esse último projeto pode ajudar a reduzir o racionamento de água no Grande Recife.

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Mesmo assim, é o Agreste que vai levar a maior fatia de investimentos. É que só a Adutora do Agreste vai precisar de aproximadamente R$ 250 milhões. E a Compesa ainda vai aplicar recursos na conclusão da Adutora do Serro Azul e no início das obras da Adutora de Amaraji na região. “O foco está no abastecimento de água do Agreste porque está é a região que está em pior situação por conta da seca”, justificou Tavares, que promete entregar a maior parte dessas obras entre o fim deste ano e o início de 2020.

Questionado sobre a fonte desses recursos, o presidente da Compesa explicou que a maior parte dos investimentos será financiada por instituições como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Caixa Econômica Federal, neste último caso através do FGTS. “Estamos indo ao mercado buscar recursos para fazer essas obras”, disse Tavares, destacando que foram os resultados financeiros obtidos pela Compesa que possibilitaram a liberação desses empréstimos. É que, nos últimos dez anos, a companhia conseguiu reverter um prejuízo de R$ 245 milhões em lucro.

No ano passado, por exemplo, a Compesa registrou lucro líquido de R$ 194,2 milhões - resultado 5,6% melhor que o de 2017, quando o lucro foi de R$ 183 milhões. Balanço divulgado nesta semana explica que, apesar de ter registrado um aumento nas suas despesas operacionais, a companhia conseguiu ampliar em mais de R$ 100 milhões as suas receitas.

“O custo cresce por conta da inflação e das novas licitações, mas nós procuramos reduzir os custos internos e tivemos um aumento de faturamento”, comentou Tavares, dizendo que o aumento da receita se deve à ampliação da rede de distribuição e do mercado da Compesa e também à melhoria no controle dos dados cadastrais e nos processos de medição da estatal.

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