Genérico pode ser até 700% mais barato nas farmácias da RMR

Levantamento feito pelo Procon-PE comprovou a diferença de preços nos estabelecimentos

Entre estabelecimentos, a divergência entre os valores chega a 326,80%Entre estabelecimentos, a divergência entre os valores chega a 326,80% - Foto: Bruno Campos

Se pesquisar o melhor preço é algo que deve fazer parte da rotina de todo consumidor, em tempo de crise se torna essencial. E quando se trata de valor de medicamento, andar um pouco mais pode fazer toda diferença. Foi o que comprovou o último levantamento realizado pelo Procon-PE, feito em 11 farmácias do Recife, Olinda e Paulista, que mostrou uma diferença percentual entre fármacos de marca e genéricos que podem chegar a 700%.

Na mira do órgão de proteção e defesa do consumidor, foram pesquisados, entre os dias 23 e 25 deste mês, medicamentos para controle da hipertensão arterial; do diabetes; anticonvulsivante; analgésicos; náuseas e vômitos; rinite alérgica; anti-helmíntico; anti-inflamatório; bronco dilatador; excesso de gases e antibiótico para o tratamento de infecções bacterianas.

Além de comprovar a diferença de 700% do medicamento de marca para o genérico, a sondagem verificou também que no grupo de medicamentos genéricos, por exemplo, entre uma farmácia e outra, o aumento pode chegar a 326,80%. Para se ter uma clara ideia, de acordo com a pesquisa, o medicamento Metformina, usado no tratamento da diabetes, se for comprado o de marca é encontrado entre R$ 11,12 e R$ 20,35, uma diferença de 83% entre um estabelecimento e outro. Já no genérico, a mesma fórmula pode ser encontrada com valores que vão de R$ 2,50 até R$ 10,67, ou seja, uma diferença de 326,80%.

Genéricos

Estudo realizado recentemente pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada constatou que os genéricos são, para 37% do público sondado, a melhor opção na hora de aliar custo versus benefício, uma vez que se trata exatamente da mesma fórmula presente nos medicamentos de marca. De acordo com o material, 45% dos consumidores têm dado prioridade ao preço em relação à marca na hora de adquirir medicamentos objetivando economia final. Para o presidente da Febrafar, Edilson Tamascia, o resultado da sondagem reflete que os genéricos venceram uma desconfiança inicial e natural que enfrentaram no mercado. “Hoje eles já fazem parte das opções de escolhas dos consumidores por possuírem um grande potencial competitivo por causa da economia que ele proporciona”, analisa Tamascia.

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