Governo Federal libera mais 51 pesticidas

É o maior número para o período nos últimos 10 anos.

O sulfoxaflor, um dos produtos autorizados, ameaça enxamesO sulfoxaflor, um dos produtos autorizados, ameaça enxames - Foto: Poly Dot/Pixabay

O Ministério da Agricultura aprovou, ontem, o registro de 51 novos pesticidas, totalizando 262 de janeiro a julho. É o maior número para o período nos últimos 10 anos. Até julho de 2018 – ano em que foi registrado recorde de autorizações –, 239 agrotóxicos haviam sido liberados.

Segundo o ministério, 44 dos novos produtos liberados ontem são genéricos. Ou seja, têm princípios ativos equivalentes aos já autorizados no país. No entanto, 7 são produtos formulados, aqueles que os agricultores podem comprar em lojas de insumos agrícolas. O princípio ativo sulfoxaflor, que controla insetos que atacam frutas e grãos, como a mosca branca e o psilídeo, está em 6 desses produtos.

O sulfoxaflor é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior. Segundo o governo, o uso do agrotóxico no Brasil deverá seguir as orientações estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Os agricultores terão algumas regras para uso, como evitar a aplicação em períodos de floração das culturas e seguir as dosagens máximas do produto e de distâncias mínimas de aplicação em relação à bordadura para a proteção de abelhas não-apis (aquelas sem ferrão).

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O ministério afirma que as restrições de uso do pesticida vão constar no rótulo dos produtos e serão estabelecidas de acordo com cada ingrediente e cultura. O órgão afirma que a aprovação de novos pesticidas tem como objetivo “disponibilizar alternativas de controle mais eficientes e com menor impacto ao meio ambiente e à saúde humana. Já a aprovação de produtos genéricos é para promover a concorrência no mercado de defensivos, o que faz cair o custo de produção”.

O ministério afirma ainda que, mesmo com aumento do registro de defensivos agrícolas, a venda desses produtos caiu nos últimos anos. “O fato de haver mais marcas disponíveis no mercado não significa que vai aumentar o uso de defensivos no campo. O que determina o consumo é a existência ou não de pragas, doenças e plantas daninhas.
  

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