Janeiro encerra com alta de 1,38% na taxa de inadimplente

Brasil soma 61,3 milhões de inadimplentes. Nordeste foi a única região que apresentou diminuição

Janeiro encerra com alta de 1,38% na taxa de inadimplentesJaneiro encerra com alta de 1,38% na taxa de inadimplentes - Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Brasil soma 61,3 milhões de inadimplentes, ou 39% da população adulta. O mês de janeiro encerra com alta de 1,38% na taxa de inadimplentes, a segunda menor variação para os meses de janeiro em uma década. Entretanto, a região Nordeste foi a única que apresentou um decréscimo no fim do primeiro mês do ano, de 0,05%. Os dados foram apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Considerando a série histórica da última década, a alta foi a segunda menor, atrás apenas do ano de 2017, que registrou uma taxa de 0,84%. O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, avalia que o resultado não deve ser motivo de preocupação. “Por ora, não há indícios de que haverá uma nova tendência de alta da inadimplência do consumidor nos moldes do que foi visto até recentemente.

Pelo contrário, os dados econômicos têm se mostrado benéficos para a trajetória da inadimplência, em especial para a recuperação do mercado de trabalho, juros historicamente baixos e inflação controlada. Ainda que o cenário seja otimista, parte relevante das famílias tem lidado com dificuldades para quitar dívidas que já estavam em atraso, tanto é que há um estoque elevado de pessoas com contas sem pagar”.

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Ainda de acordo com o levantamento, a região Nordeste soma soma 16,8 milhões de pessoas nessa situação e foi única que apresentou um decréscimo no número de inadimplentes (-0,05%). Ela ficou à frente da região Sul (1,29%), Sudeste (1,69%), Centro-Oeste (2,95%) e Norte (5,28%).
No mesmo mês, foi registrada uma queda de 20,27% no número de inadimplentes na faixa etária de 18 a 24 anos. Também sofreu queda os grupos etários de 25 a 29 anos (10,08%) e de 30 a 39 anos (1,76%).
Essa realidade não foi a mesma para os de idade mais elevada. A alta mais expressiva foi registrada nos idosos entre 65 a 84 anos, somando 5,35% no número de inadimplentes. “Um dos fatores que impulsiona a inadimplência dos idosos é o empréstimo de nome. Com o desemprego elevado, em muitas famílias o idoso que recebe a aposentadoria é a única fonte de renda e a facilidade de acesso ao crédito consignado é uma razão que estimula o empréstimo de nome a terceiros”, afirma Pellizzaro Junior. Apesar do aumento, o avanço registrado no mês de janeiro é menor do que o observado no mesmo mês de 2019.

 

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