Lentidão é esperada durante greve de funcionários dos Correios

Todos os serviços estão disponíveis, informou a assessoria de comunicação dos Correios em Pernambuco, afirmando que o trabalhador tem direito à greve, mas que essa acontece num momento delicado para a empresa

CorreiosCorreios - Foto: Luna Markman/ Especial para o portal FolhaPE

Os setores dos Correios funcionarão durante a greve, iniciada nesta segunda-feira (12), entretanto, é esperada uma maior lentidão devido à falta de pessoal. Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (SINTECT-PE), Eliomar Moreira, a paralisação tem maior aderência da área operacional, diferente do setor administrativo.

Todos os serviços estão disponíveis, informou a assessoria de comunicação dos Correios em Pernambuco, afirmando que o trabalhador tem direito à greve, mas que essa acontece num momento delicado para a empresa.

A greve é motivada, principalmente, em função da manutenção dos planos de saúde, que atualmente são custeados em 93% pela estatal e o restante pelos funcionários, cobrindo o trabalhador, seus dependentes e, em alguns casos, pais e mães dependentes.

Leia também:
Funcionários dos Correios entram em greve a partir desta segunda-feira
Trabalhadores dos Correios entrarão em greve a partir da próxima segunda-feira (12)
Violência no Rio faz Correios cobrarem taxa extra de R$ 3,00

A proposta dos Correios, segundo Moreira, é de que os próprios trabalhadores arquem com os custos do plano, que pode comprometer a renda familiar, principalmente, se considerar os acréscimos na mensalidade para cada dependente.

Ele ainda critica que os trabalhadores dos Correios tem um menores salários dentre os concursados de nível médio nas estatais federais e condena a falta de perspectivas de um plano de cargos e carreiras. “Se houvesse um salário condizente, seria negociável pagar uma mensalidade”, diz.

Os correios também afirmaram que as mudanças no plano de saúde foram discutidas com representações dos trabalhadores tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que, após várias tentativas, segue para julgamento pelo TST.

Confira nota na íntegra:
Neste momento, todos os serviços estão disponíveis. A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.

Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST.

A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.

Veja também

Brasil retoma da produção de urânio na Bahia
Urânio

Brasil retoma da produção de urânio na Bahia

Facebook vai pagar por notícias no Reino Unido
Negócios

Facebook vai pagar por notícias no Reino Unido