No Estado, aposta de US$ 1 bi é da startup In Loco

Parque tecnológico Porto Digital está a caminho de ter uma empresa unicórnio

André Ferraz, da InLoco André Ferraz, da InLoco  - Foto: Divulgação

Pernambuco também não deve demorar muito para ter uma startup de US$ 1 bilhão. A expectativa do Porto Digital é ter uma empresa desse tipo nos próximos três ou cinco anos. E a cotada a levar o título de primeira unicórnio pernambucana é a In Loco Media, que quer se tornar a plataforma da internet das coisas.

“O Porto Digital está caminhando para ter uma unicórnio nos próximos cinco anos. E, se tem uma empresa que pode vir a ser isto, é a In Loco Media”, afirmou André Araújo. E o startup hunter da Liga Ventures admite que empresas desse tipo tendem a surgir em ecossistemas como o Porto Digital. “Polos tecnológicos têm grandes chances de serem o berço das próximas unicórnios, já que facilitam o processo de inovação”, explicou Raphael Augusto.

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CEO da In Loco Media, André Ferraz não nega esta possibilidade. Ao contrário, diz que a avaliação de US$ 1 bilhão pode chegar antes do que se imagina. “Nossa valoração gira em torno de US$ 150 milhões, mas era de apenas US$ 40 milhões um ano atrás. Ou seja, estamos crescendo rápido. E, além disso, estamos abrindo outros meios de crescimento, com a expansão no mercado internacional e o lançamento de novos produtos. Por isso, é possível que isso já aconteça até o próximo ano”, estima Ferraz, que espera chegar a uma avaliação de mercado de US$ 250 milhões no fim deste ano e ao US$ 1 bilhão em 2019 e admite que as ambições da In Loco Media são grandes.

A startup, cuja sede fica no Bairro do Recife, nasceu de um projeto que André desenvolveu na época da faculdade, em 2011, com mais cinco colegas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “A gente sempre se viu como uma plataforma da computação virtual. Mas, como esse mercado gigantesco só vai acontecer em dez anos, começamos a desenvolver outros produtos. Nos primeiros cinco anos, criamos a base tecnológica da empresa e um produto de mídia geolocalizada que acabou financiando o desenvolvimento mais robusto da nossa tecnologia”, explicou André.

Escritório da InLoco Media

Escritório da InLoco Media - Foto: Divulgação


Hoje, a In Loco Media oferece dois produtos diferentes. O primeiro é uma tecnologia de localização que promete ser 30 vezes mais precisa que o GPS. E, por isso, foi adaptada a uma plataforma de anúncios online que busca aproximar empresas do seu público-alvo através dos dados que consegue captar dos usuários de smartphones. Mais recentemente, a tecnologia foi adaptada ao segmento bancário, para evitar fraudes através da análise do comportamento dos usuários de aplicativos bancários. “O banco instala a tecnologia no seu app e, quando precisa de informações sobre a localização do cliente, nos pede a informação. Nós podemos, por exemplo, conferir se o usuário mora no lugar indicado e se está de fato no caixa eletrônico”, explicou Ferraz, garantindo que a tecnologia não fere a privacidade do usuário, pois usa códigos para se referir a cada pessoa.

Mesmo assim, a In Loco Media já consegue mapear cinco milhões de estabelecimentos comerciais e 25 milhões de residências brasileiras. Afinal, está presente em 80% dos smartphones do País. E a empresa também está entrando no mercado norte-americano. Em apenas dois meses nos Estados Unidos, já fechou negócio com oito aplicativos que têm quatro milhões de usuários. E a intenção é expandir ainda mais esta atuação para, assim, financiar os próximos produtos da empresa, que vão ajudar a marca pernambucana a ocupar uma posição de destaque no mundo da internet das coisas e a alcançar a avaliação de US$ 1 bilhão.

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