O que Haddad e Bolsonaro prometem para a economia?

No dia 28 de outubro, os eleitores brasileiros vão às urnas escolher entre os dois projetos no segundo turno das eleições

Fernando Haddad e Jair BolsonaroFernando Haddad e Jair Bolsonaro - Foto: Folha de Pernambuco

Os tópicos relacionados à economia nos programas de governo de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) são bastante diferentes entre si. Enquanto o petista pretende revogar as medidas tomadas pelo governo Temer e aumentar os impostos para ricos, o pesselista quer instalar um governo liberal democrata e reorganizar a economia do País, com pontos como privatização e valorização da propriedade privada. No dia 28 de outubro, os eleitores brasileiros vão às urnas escolher entre os dois projetos no segundo turno das eleições.

Em um eventual governo Haddad, a economia popular será impulsionada com investimentos públicos. A Reforma Tributária deverá isentar o pagamento do Imposto de Renda para quem recebe até 5 salários mínimos. No entanto, os “super-ricos”, como cita o programa, deverão pagar uma alíquota maior. Um novo imposto, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), será implantado gradualmente em substituição a impostos indiretos.

Leia também:
O que Haddad e Bolsonaro prometem para o Nordeste?
6 debates estão planejados entre Haddad e Bolsonaro no 2º turno

As medidas econômicas do governo Temer serão revogadas caso Haddad assuma a presidência em 1º de janeiro de 2019. A Reforma Trabalhista, por sua vez, será substituída pelo Estatuto do Trabalho. A política de preços de combustíveis da Petrobras será reorientada para que a estatal volte a ser um agente estratégico do desenvolvimento do Brasil.

O projeto do petista propõe ainda a reindustrialização do Brasil, que deverá modernizar o parque produtivo do País, no atual contexto da 4ª Revolução Industrial. Bolsonaro também cita esse tema em seu programa e promete uma ampla requalificação da força de trabalho para as demandas da “nova economia” e tecnologias de ponta.

Além disso, o plano do pesselista estabelece a economia como uma das suas principais linhas de ação do seu governo. A ideia é trabalhar com o tripé emprego, renda e equilíbrio fiscal.

Bolsonaro promete reduzir o número de ministérios, o que contribuirá para a implantação do que o candidato chama de "orçamento base zero". Esse tópico, segundo o programa, inverterá a “lógica tradicional do processo de gastos públicos”. Cada gestor terá que justificar suas demandas por recursos públicos, que serão disponibilizados e fiscalizados.

A área econômica terá dois organismos principais: o Ministério da Economia e o Banco Central, que será “politicamente independente, mas alinhado com o primeiro”, diz o texto. O Ministério da Economia, inclusive, abarcará as funções atualmente desempenhadas pelas pastas da Fazenda, do Planejamento e de Indústria e Comércio, assim como a Secretaria Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos. Por fim, o plano de Bolsonaro pretende ainda modernizar o Bolsa Família e o Abono Salarial.

Veja também

Engrenagem política não tem permitido privatizações, diz Guedes
Privatização

Engrenagem política não tem permitido privatizações, diz Guedes

Grandes eventos serão liberados sob consulta
Eventos

Grandes eventos serão liberados sob consulta