Paulo Câmara negocia com ministro liberação de recursos para adutora do Agreste

Adutora do Agreste vai usar a água da Transposição do Rio São Francisco para abastecer cerca de 2 milhões de pessoas em 68 municípios

Adutora do Agreste, que sofre atrasos desde 2014, é aguardada para amenizar efeitos da estiagem no InteriorAdutora do Agreste, que sofre atrasos desde 2014, é aguardada para amenizar efeitos da estiagem no Interior - Foto: Compesa /cortesia

A liberação de recursos federais para a finalização da Adutora do Agreste, maior obra hídrica de Pernambuco, foi negociada nesta quarta-feira (23) pelo governador Paulo Câmara (PSB) em reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Segundo o governo estadual, Barbalho prometeu liberar R$ 11 milhões nos próximos dias para assegurar a continuidade das obras. Caso os repasses permaneçam regulares, a expectativa do estado de Pernambuco é inaugurar a estrutura em dezembro deste ano.

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A Adutora do Agreste vai usar a água da Transposição do Rio São Francisco para abastecer cerca de 2 milhões de pessoas em 68 municípios. Ela é dividida em duas etapas. A primeira delas, com obras em andamento, vai atender 23 cidades, e custará R$ 1,2 bilhão, recurso 100% do governo federal.

Câmara tratou, na reunião, da liberação de emenda da bancada pernambucana ao Orçamento Geral da União, de R$ 164 milhões, negociada pelos parlamentares com o ministro em abril. De acordo com nota divulgada pelo governo estadual, o ministro disse ainda que “lutará para desbloquear” mais R$ 40,5 milhões em setembro, mas não há informações sobre essas emendas.

De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), foram repassados R$ 666,6 milhões para a construção desde 2013. Ao longo do tempo, porém, os reembolsos foram reduzidos: no primeiro ano houve a liberação de R$ 254,5 milhões; já em 2015, o repasse foi de R$ 94,7 milhões.

Com a falta de recursos, as obras ficaram praticamente paradas durante um período. No ano passado houve novo aumento de transferência de verbas, em um total de R$ 136,6 milhões, e a construção foi regularizada. Este ano, porém, R$ 56,5 milhões chegaram a Pernambuco. Em um contexto de seca prolongada e grave crise de abastecimento no Agreste, o governo estadual teme que um novo contingenciamento volte a prejudicar o cronograma.

O último balanço da Compesa indica que 55% das obras da primeira etapa foram concluídas. Trezentos e cinquenta e sete quilômetros de tubulações já estão instalados – o equivalente à distância da capital do Rio de Janeiro para São José dos Campos, em São Paulo.

Dos cinco lotes licitados, o mais avançado é o número 2 - que passa pelos municípios de Arcoverde, Alagoinha, Venturosa, Pedra e Buíque - com 82% de execução. O lote 5, que atende São Bento do Una, Lajedo, Cachoeirinha, Brejo da Madre de Deus, Bezerros e Gravatá, é o mais atrasado: apenas 4% concluído. A segunda etapa da Adutora do Agreste, que atenderá outros 45 municípios, ainda não foi licitada.

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