Pernambuco tem saldo positivo no Caged

Dados de maio do cadastro geral de empregados e desempregados do País revelam que o estado abriu 1,701 postos formais de trabalho

[1250] Carteira de Trabalho[1250] Carteira de Trabalho - Foto: Marcelo Casal J.r/Ag. Brasil /arquivo

Após um mês de abril com discreto crescimento na criação de postos formais de trabalho, com criação de 427 empregos com carteira assinada, Pernambuco retoma o ritmo de crescimento do trabalho em maio. Segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, no mês passado, as contratações superaram as demissões em 1.701 postos. Em todo o País, o resultado também foi positivo, com a criação de 32,1 mil vagas de trabalho no período.

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Se no nacional o impulso na geração de vagas foi puxado pelo setor agropecuário, com o cultivo de café e laranja, em Pernambuco, o setor da indústria da transformação impulsionou o crescimento. A alta vem da criação de postos formais no subgrupo que corresponde às indústrias de produção de alimentos, bebidas e álcool etílico. Afinal, apenas esse subgrupo foi responsável gerou 1.597 postos formais de trabalho. “Esse saldo positivo era esperado pelo setor industrial em Pernambuco quando saiu a última pesquisa sobre a produção industrial, que mostrou que teve uma recuperação. Como a produção cresceu, iria interferir no saldo de emprego do Caged”, comenta o coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Cezar Andrade. Ele explica que o aumento da produção é fruto da demanda de consumo ocasionada pelos festejos juninos no Estado.

Com uma capacidade ociosa em Pernambuco de mais de cem mil empregos, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), o setor da construção civil manteve a tendência de abertura de vagas. Porém, ao contrário do mês de março, quando o saldo positivo foi de 698 postos, em maio, apenas 332 vagas formais foram criadas.

Reforma trabalhista

No recorte do cadastro que analisa as vagas geradas por contratos de trabalho baseados nas modalidades criadas após a reforma trabalhista, o tipo intermitente respondeu pela abertura de 7.559 empregos em maio. Ao todo, 88 empregados celebraram mais de um contrato nessa condição, o maior saldo desde novembro de 2018, quando foram abertas 7.793 novas vagas de trabalho intermitente.

Já no regime de tempo parcial, o Caged apontou um saldo positivo de 1.377 empregos em maio, resultado de 6.343 admissões e 4.966 desligamentos. Os desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado somaram 19.080 ocorrências no mês nessa modalidade.

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