Porto Digital e MPPE buscam novas startups

Ministério Público dispõe de R$ 1 milhão para investir nos projetos. Inscrições para o 2º ciclo de inovação estão abertas

Segundo o Porto Digital, contrato faz parte do OIL, que identifica soluções para grandes empresasSegundo o Porto Digital, contrato faz parte do OIL, que identifica soluções para grandes empresas - Foto: Jose Britto / Folha de Pernambuco

O Porto Digital e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lançaram nesta quinta-feira (8) chamada do segundo ciclo de inovação aberta para recrutar startups. O Ministério Público pode investir, no total, até R$ 1 milhão nas propostas aprovadas. Entre as áreas de atuação que podem ter alguma contribuição das startups estão infância, educação, patrimônio público, extrajudicial criminal e inteligência investigativa. 

O objetivo é estruturar e apoiar o Laboratório de Inovação Tecnológica e de Negócios do Ministério Público de Pernambuco (MPLabs), fomentando e desenvolvendo ainda o ecossistema de inovação do parque tecnológico. 

A chamada para o segundo ciclo de inovação já está disponível no site do Porto Digital no endereço www.bit.ly/Chamada2_MPPEeOIL e as inscrições estão abertas e disponíveis no www.bit.ly/Inscricao_ChallengeDay. Os interessados têm até 27 de agosto para realizar a inscrição no programa. 

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O ciclo de inovação faz parte do Open Innovation Lab (OIL), um programa do Porto Digital que identifica necessidades de soluções tecnológicas em grandes empresas. O ciclo tem três fases iniciais, que são desafios, prototipagem e desenvolvimento de Mínimo Produto Viável (MVP), quando o produto precisa estar implementado e pronto para ir ao mercado, em um período de até cinco meses. 

Segundo o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, esse é um dos produtos mais relevantes que se tem no ecossistema e ressalta que esse é o primeiro contrato de inovação aberta do Brasil. “Ele possibilita aos governos inovar fora do seu ambiente, dentro dos seus problemas. Permite ao Porto novos mercados aos quais não tinha acesso, formando startups por problemas específicos que o contratante traz, e é relevante”, disse. 

De acordo com o coordenador executivo do MPLabs, Roberto Arteiro, com a realização do segundo ciclo, o MP espera propostas que solucionem as suas demandas. “Estamos buscando parceiros para solucionar problemas que o Ministério Público vai apresentar. Precisa ter um bom capital intelectual para desenvolver, precisamos de pessoas para entrar na parceria”, destacou. 

Entre as novidades para o segundo ciclo está a participação do ‘inovabra habitat’, espaço de inovação do Bradesco em São Paulo. A expansão permite que startups e empresas dos dois polos de tecnologia (Porto Digital e inovabra) façam conexões para propor soluções construídas em conjunto para o MPPE e formatar novos negócios. “Praticamente dobra o tamanho de startups do Porto. É o primeiro contrato amplo que a gente faz. A abertura do mercado de São Paulo é fundamental. Ele amplia o escopo do Porto Digital”, afirmou Lucena. 

No primeiro ciclo, 12 projetos foram desenvolvidos. Do total, quatro viraram Produtos Mínimos Viáveis (MVPs) e um deles já está sendo utilizado no MPPE.

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