Serviço de coworking cresce 114% no País

O censo do setor revela que o Brasil já tem 800 escritórios compartilhados e que geram 3.500 empregos diretos e indiretos

Ambiente da SmartOffice, localizada na Boa Vista, área central do RecifeAmbiente da SmartOffice, localizada na Boa Vista, área central do Recife - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

O serviço de escritórios compartilhados e coworking está ganhando cada vez mais espaço e visibilidade o mercado. No passado, o setor movimentou R$ 82 milhões no País e gerou 3.500 empregos diretos e indiretos. De acordo com o Censo Coworking Brasil 2017, o número de espaços aumentou 114% em relação a 2016, atingindo mais de 800 no País e se configurando como uma boa opção para impulsionar a economia.

O movimento começou em 2005 nos Estados Unidos, quando o engenheiro de software Brad Neuberg decidiu trabalhar com amigos e o grupo percebeu que a troca de ideias e experiências resultava em maior produtividade. Logo, o conceito se espalhou pelo mundo, chegando ao Brasil em 2009.

Em Pernambuco, hoje existem 22 espaços, sendo 21 no Recife, como o Virtua Office, Plexos, Impact Hub, SmartOffice, entre outros. São Paulo, em comparação, possui 336 espaços, o que mostra o potencial local. Mas mesmo com um número pequeno de escritórios compartilhados, estima-se que 904 pessoas já frequentam os locais para trabalhar, fazer reuniões, participar de eventos, entre outras atividades.

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Na maioria das vezes, as empresas que prestam esse tipo de serviço contam com salas executivas, de reunião, estações de coworking e todo o serviço de suporte. A alternativa é aberta para empresas e para pessoas físicas, que podem escolher pacotes por período: diário, semanal, mensal e até mesmo anual, com contratos mais longos.

Para Gustavo Jucá, proprietário do SmartOffice, a cidade está começando a trilhar o novo caminho. “Recife está engatinhando, mas está começando a mostrar a sua cara no mercado. A gente já viu as tendências que estão sendo aplicadas lá fora e podem ser aplicadas aqui. Dentro da área, a pessoa que quer aderir ao serviço pode utilizar auditório, escritório, sala de reunião, e o espaço de compartilhamento, que é o próprio coworking. Os espaços têm sempre um suporte, não ficam restritos apenas ao que você está locando”, disse Jucá.

De acordo com a Diretora Comercial da Plexos, Marcela Laranjeira, os coworkings e escritórios virtuais facilitam o fortalecimento do network. “Eles possibilitam aos profissionais a formação de uma rede de contatos especializada e fundamental para a atração de novos clientes e negócios. Dessa forma, os profissionais podem desenvolver projetos juntos ou realizar trabalhos individuais”. afirma.

Marcela destacou ainda que o mercado está aberto para todas as empresas que atuam no meio e o usuário é beneficiado por ter mais opções. “Hoje temos vários espaços desses, 21 unidades somente na capital. Tem espaço para todos e oferecendo estrutura para a pessoa que não tem condições de ter um escritório só para ela”, afirmou.

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