Alegria toma conta dos alvirrubros no dia seguinte ao título

Era fácil ver nas ruas do Recife, o torcedor do Náutico ostentando a camisa vermelha e branca pela cidade. Torcedores relatam a felicidade pela conquista

Torcida exibe com orgulho a camisa do NáuticoTorcida exibe com orgulho a camisa do Náutico - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Foram anos de espera. Treze anos na fila ouvindo gozações de rivais. Mas o sorriso voltou a aparecer na torcida do Náutico, no último domingo (8), depois da vitória por 2x1 sobre o Central, na decisão do Campeonato Pernambucano. Na manhã desta segunda-feira (9) era fácil ver os alvirrubros ostentando a camisa vermelha e branca pelas ruas do Recife.

Presente em 2004 e na Arena de Pernambuco no domingo, Rogério de Souza não escondeu a alegria pela conquista do seu clube do coração. “Sendo sincero, eu não me lembro de 2004. Falam que eu estava no estádio, que eu pulei no gol de Batata, mas eu não lembro. De futebol eu só recordo de 2005, infelizmente, da batalha dos Aflitos. Então, ver este título foi uma coisa muito importante. Eu chorei muito no gol de Ortigoza. Quando Jobson fez o gol também. Finalmente deu certo. Falei para um amigo que íamos ser campeões. Depois vim para a sede comemorar, e não sei nem como consegui acordar cedo”, declarou o professor de 23 anos.

Ana Vitória tinha sete anos da vez anterior que o Timbu foi campeão estadual, e apesar de não se lembrar, acredita que não estava no estádio à época. Uma vez que seus familiares torcem pelo rival Sport. “Posso falar que é uma sensação única. Tenho 21 anos e não me recordava de 2004. Minha família toda sempre foi rubro-negra, então creio que eu não estava no último título. Mas, o amor pelo Náutico é incondicional. Eu vibrei muito! Quando acabou o jogo, eu me ajoelhei e disse "ele é campeão". Agora, temos que se preparar para os próximos títulos e seja o que Deus quiser”, falou a professora.

Para outros, como o fanático Átila Alves, o sentimento é de “alma lavada”. O jovem torcedor agradeceu aos jogadores e ao técnico Roberto Fernandes pela conquista, mas lembra que o time agora tem que focar no principal objetivo do clube: voltar para a Série B. “Temos que aproveitar o momento. Ter catorze dias de festa pra compensar a fila de espera, mas já de olho na Série C, que é outro desafio. Temos que voltar para a Série B logo, para sair do fundo do poço. O Náutico é grande, tem torcida e mostrou isso no domingo. Todo mundo compareceu e fez uma festa linda. Agradecer aos jogadores, que são guerreiros, também ao Roberto Fernandes, que fez um belo trabalho, é torcedor alvirrubro e merecia essa coroação pra afirmar o bom trabalho. É muito bom sair dessa fila, já não dava mais”, falou aos risos o estudante de educação física.

A alvirrubra Juliana Assunção não pôde estar na Arena acompanhando o título de perto, pois estava em casa cuidando do pai, que não se encontra com a saúde 100%. Perguntada pela reportagem da Folha de Pernambuco sobre a conquista do título, ela não escondeu a emoção. “É emocionante! Torcer por este time é uma paixão que vem de anos. O Náutico é mais que um amor. Meu pai teve um AVC há quatro meses, e ontem não pude ir para o jogo porque fiquei cuidando dele, em casa. A família toda estava lá, menos a gente. Mas hoje (segunda), vim aqui para os Aflitos comemorar um pouco com ele”, disse às lágrimas a economista.

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