Clubes definem férias, mas negociação salarial fica sem acordo

Em videoconferência, integrantes das séries A e B pediram que a fórmula de disputa das ligas nacionais não seja alterada

Cariocas e paulistas têm rivalidade marcada por provocações e briga por títulosCariocas e paulistas têm rivalidade marcada por provocações e briga por títulos - Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Após reunião envolvendo 46 clubes do futebol brasileiro, realizada nesta quinta (26), por meio de videoconferência, ficou definido que atletas e comissões técnicas das equipes das séries A e B terão férias coletivas de 20 dias a partir de 1º de abril - prazo esse que pode ser prorrogado por mais 10 dias. As instituições vão manter o pagamento integral dos salários do mês de março, porém, ficou aberta a possibilidade da redução de 25% dos vencimentos dos profissionais caso a paralisação, gerada por conta da pandemia do novo coronavírus, permaneça após o periodo de descanso. Um nova reunião, no dia 15 de abril, deve definir a questão.

A redução salarial proposta pela Comissão Nacional de Clubes (CNC) cita como base o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que diz ser possível tomar a decisão em "caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, não podendo ser superior a 25%". A Federação Nacional dos Atletas de Futebol Profissional (Fenapaf), contudo, rejeitou a ideia. Em Pernambuco, o Sindicato dos Atletas informou que os jogadores de Sport, Santa Cruz e Náutico negociarão seus contratos diretamente com seus respectivos clubes, modelo que deve ser seguido pelos demais profissionais que atuam nas principais divisões do futebol nacional.

Na Série B, um comunicado dos clubes que integram a competição em 2020 informou que haverá suspensão, pelo período de paralisação dos campeonatos, de todos os contratos de direito de imagem, cabendo a cada clube analisar individualmente a questão com seus empregados. As federações, confederações e entidades precisarão dar um período mínimo de 20 dias para condicionamento físico dos atletas, entre o término da suspensão dos jogos e a realização de partidas oficiais. As dependências esportivas de todos as instituições devem ficar à disposição das autoridades sanitárias e de saúde para a instalação de leitos, coleta de sangue, realização de exames e outras atividades que se façam necessárias para o auxílio no combate à pandemia. Tal medida já foi tomada pelo Trio de Ferro da capital.

Calendário

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que também participou da reunião, se posicionou sobre uma possível mudança na fórmula de disputa das ligas nacionais. Os clubes são a favor da manutenção do modelo atual, com 38 rodadas e pontos corridos. "Trabalhamos com expectativa otimista de não haver alteração nos campeonatos. Vamos tentar encontrar datas pelas liberações de Copa América e Eliminatórias", destacou o o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, em entrevista ao GloboEsporte.com.

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