Comitê Paralímpico divulga metas até Paris-2024

Em evento nesta quinta-feira (26), CPB apresentou planos do ciclo 2017-2024, almejando melhora de resultados

Estádio do Maracanã recebeu a cerimônia de encerramento das ParalimpíadasEstádio do Maracanã recebeu a cerimônia de encerramento das Paralimpíadas - Foto: Hagen Hopkins/Getty Images

O Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou, nesta quinta-feira (26), o planejamento estratégico que dá as diretrizes e define suas metas até os Jogos Paralímpicos de Paris-2024, passando pelos Jogos de Tóquio-2020. O evento de apresentação aconteceu no CT Paralímpico, em São Paulo, e, entre outros momentos, teve destaque a assinatura da parceria com a cidade japonesa de Hamamatsu, cidade que tem a maior colônia brasileira no Japão e onde a delegação nacional fará o período de aclimatação para Tóquio. A direção técnica do Comitê esteve em Hamamatsu em junho de 2017, quando visitou as instalações esportivas que servirão para os ajustes finais da equipe.

No Planejamento Estratégico 2017-2024, o CPB estabelece como meta manter-se entre as dez principais potências mundiais nas Paralimpíadas. A intenção é conquistar de 60 a 75 medalhas em Tóquio 2020 e de 70 a 90 medalhas quatro anos mais tarde, em Paris 2024. Seguir como a principal potência continental, por meio dos Jogos Parapan-Americanos, também está nos planos. Desde a edição do Rio de Janeiro, em 2007, o País liderou o quadro de medalhas em todas as edições do Parapan.

"A elaboração do Planejamento Estratégico 2017-2024 é um marco para o Comitê Paralímpico Brasileiro e deixa claro o compromisso que temos de estabelecer um caminho bem definido para alcançarmos as metas nele definidas. Além de evidentemente nos preocuparmos com desempenho de alto rendimento, temos como objetivo maximizar o potencial transformador do esporte de base para pessoas com deficiência em idade escolar, como já demonstrado por meio de projetos como o Centro de Formação Esportiva e o Camping Escolar Paralímpico, ambos já em andamento", disse o presidente do CPB, Mizael Conrado.

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"O planejamento estratégico semeia um crescimento e desenvolvimento tanto para o paradesporto de alto rendimento, trazendo medalhas e grandes atletas, como também vai possibilitar o acesso de muitos cidadãos com deficiência à prática esportiva, independentemente de ele se tornar um grande atleta ou não", disse a presidente do Conselho de Atletas, Simone Camargo.

Ainda dentro do Planejamento Estratégico, com a intenção de valorizar e estimular a presença feminina no esporte paralímpico, foram criados indicadores de participação de mulheres nas delegações nacionais. Critério semelhante foi utilizado para a criação de parâmetros para a inclusão de atletas com deficiências severas nas equipes.

Uma das diretrizes principais do novo plano de ações do Comitê tem como intuito o desenvolvimento esportivo aliado à inclusão. Desta maneira, o CPB tem como objetivo capacitar, até 2020, ao menos 2.500 profissionais que atuem em diferentes segmentos do esporte voltado para crianças, jovens e adultos com deficiência no Brasil. A intenção é ainda capacitar 100 mil professores de Educação Física da rede de ensino para trabalhar com pessoas com deficiência. Por fim, em termos de infraestrutura, a entidade pretende ao menos dobrar os dez Centros de Referência Esportiva Paralímpica hoje existentes.

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