Em um Arruda quase apagado, reunião discutirá início das obras da nova fachada do Santa

No ano passado, mais de 8 mil torcedores votaram nas redes sociais e escolheram a fachada que deve estampar a frente do José do Rego Maciel

Entre três opções, a fachada 2 foi a escolhida pelos torcedores do Santa no ano passadoEntre três opções, a fachada 2 foi a escolhida pelos torcedores do Santa no ano passado - Foto: Reprodução/Twitter

Depois de mais de um ano de espera, os torcedores do Santa Cruz terão um sinal de luz sobre a reestruturação do Estádio do Arruda. Dessa vez, a nova fachada será o assunto em discussão. De acordo com o presidente do Clube, Constantino Júnior, uma reunião entre dirigentes e um grupo de engenheiros deve acontecer ainda esta semana para definir o início das obras. A expectativa era de que a fase preliminar da mudança na área externa do Arruda tivesse acontecido no final do ano passado.

Com os procedimentos de retirada e troca do gramado do Arruda, iniciados na última sexta-feira (01), e o anúncio da nova pintura de todos os setores da arquibancada, o Santa Cruz enxergou no momento uma oportunidade para alinhar o início das obras da nova fachada Coral. Entre terça (05) e quarta-feira (06) desta semana, dirigentes corais vão se reunir com o grupo de engenheiros responsável pela análise estrutural e as condições físicas da parte frontal do estádio.

Em contato com a Folha de Pernambuco, Tininho, como é conhecido o presidente do clube, contou que a partir desse contato inicial será possível discutir uma data para o início da reforma. Ao mesmo tempo, o dirigente adiantou que a previsão é que as obras comecem no início de 2020.

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“Entre hoje e amanhã vamos ter uma reunião interna para falar sobre isso. É preciso mexer na questão estrutural, não é só chegar lá, colocar massa e porcelanato. A gente já tem esse material. Estamos buscando acelerar o processo”, declarou o chefe do Executivo coral.

No dia a dia, os torcedores que passam pela frente do Arruda estagnam no desejo de voltar a ver a frente do estádio pintada nas três cores. O cenário descreve uma realidade ainda não contemplada. A pintura descaída, letras do nome do clube descoloridas e morfo são apenas detalhes que denunciam a urgência de uma reestruturação na capa do Tricolor.

A fase de conversa faz parte do processo de detalhamento da obra, que teve início em 2018. Cerca de cinco meses antes da votação de escolha da nova fachada, o Santa firmou uma parceria com a Pamesa, empresa de cerâmicas e porcelanatos. A ideia era que a empresa custeasse maior parte da reconstrução, por isso a Pamesa desembolsou cerca de R$ 380 mil em materiais para o início da mudança de visual do Arruda. Tininho, no entanto, informou que o valor da obra deve ultrapassar o esperado.

“O pessoal tá se mobilizando e eu pedi para concentrar esforços para a gente andar rápido com esse processo. É uma obra que vai dar uma despesa bem maior do que o esperado. Mas independente disso a gente vai acelerar”, acrescentou, sem dar detalhes sobre o orçamento previsto.

A escolha da ‘porta de entrada’ do Mundão foi feita por mais de 8 mil torcedores, através de votação nas redes sociais do clube, em outubro do ano passado. A frente selecionada é revestida nas cores tricolor e conta com detalhes de metal, com destaque para nome, escudo e loja do clube, partes que são as mais apagadas da fachada atual.

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