Gringos têm mais uma chance de convencer no Leão

Recém-chegados, Barcia e Mugni chegam com a missão de reescrever história dos estrangeiros no Sport

Uruguaio, Leandro Barcia chega com status de titular no SportUruguaio, Leandro Barcia chega com status de titular no Sport - Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

O Sport anunciou na última semana mais alguns reforços para a temporada 2020. Entre os recém-chegados, dois estrangeiros foram confirmados. O meio-campista argentino Lucas Mugni e o atacante uruguaio Leandro Barcia. Somando a um recorte da última década, a dupla chega para aumentar uma lista com outros 12 nomes de fora do País que passaram pela Ilha do Retiro - levando em consideração dois brasileiros naturalizados. Entre os atletas de fora que defenderam o Rubro-negro, a maioria não vingou.

No elenco montado para disputar a Série B de 2011, o Sport contava com dois atletas estrangeiros. Em passagem apagada pela Ilha do Retiro, o uruguaio Pablo Pereira não deixou saudades na torcida. Foram apenas seis jogos do atacante pelo clube pernambucano e nenhum gol anotado. Brasileiro naturalizado togolês, Hamilton já havia passado pelo Leão em 2006 e jogou a Libertadores de 2009. Entre 2011 e 2012, o volante participou de 71 partidas e anotou dois gols, antes de se transferir para o ABC.

Em 2013, foi a vez do "Schweinsteiger boliviano" desembarcar no Recife para defender as cores do Sport. Contratado junto ao The Strongest, da Bolívia, Chumacero chegou com status de ídolo ao Leão, mas não rendeu o esperado pelos rubro-negros. Apesar do contrato de cinco anos, o volante só entrou em campo em oito oportunidades e, no fim daquela temporada, retornou ao clube que o revelou. Os fiascos em relação aos gringos não pararam por aí. Na temporada de 2014, chegaram o zagueiro paraguaio Enrique Meza e o meia uruguaio Robert Flores. Ambos deixaram o clube ainda no meio do ano. Enquanto o primeiro só disputou três partidas e foi emprestado para a Chapecoense/SC, Flores ajudou a equipe em apenas seis ocasiões.

No grupo formado pelo técnico Falcão, em 2016, cinco jogadores de outros países chegaram à Ilha do Retiro. Dois deles ficaram até o início de 2018: os colombianos Henríquez e Reinaldo Lenis. Entre altos e baixos, o zagueiro fez 63 partidas e marcou um gol, antes de se transferir para o Vasco/RJ. Já o atacante Lenis, muitas vezes contestado pela torcida, apareceu em 80 oportunidades e balançou as redes adversárias nove vezes. Os outros três gringos foram o costarriquenho Rodney Wallace, o chileno Mark González e o colombiano Luiz Carlos Ruíz.

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Após um bom início, o lateral-esquerdo Rodney Wallace alegou problemas pessoais e deixou o clube depois de 25 partidas. Já Mark González sofreu com as lesões. O meia chegou com uma boa expectativa, mas sua passagem ficou marcada pelos poucos jogos realizados. Foram apenas 19 aparições. Hoje, cobra do Sport cerca de R$ 650 mil na Justiça, devido a salários atrasados. Dos cinco estrangeiros que passaram pelo Leão em 2016, Luiz Carlos Ruíz foi quem menos jogou. Emprestado pelo Atlético Nacional/COL, o atacante só entrou em campo 13 vezes, em uma temporada na qual o Rubro-negro tinha Edmílson e Túlio de Melo se revezando no ataque titular.

Ainda passaram pelo clube o chileno Mena, em 2017, e o brasileiro naturalizado croata Sammir, em 2019. Enquanto Mena fez um bom Brasileirão com a camisa rubro-negra há três anos, o camisa 10 deixou a Ilha ainda no meio do ano passado, depois de 13 aparições pelo time da Praça da Bandeira.

Mugni, que foi bastante criticado quando defendeu o Flamengo/RJ entre 2014 e 2015, busca dar a volta por cima no futebol brasileiro em 2020. Por outro lado, Barcia chega com status de titular, passada uma temporada onde foi muito elogiado com a camisa do Goiás.

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