Náutico: Gestão foi fundamental na reconstrução do clube

Presidente Edno Melo e vice, Diógenes Braga, fecham primeiro biênio com título estadual, nacional e austeridade financeira

Edno Melo (à esq) e Diógenes Braga (à dir)Edno Melo (à esq) e Diógenes Braga (à dir) - Foto: Léo Lemos/Náutico

Dirigente ser quase uma unanimidade no clube, com respaldo de atletas, comissão técnica e, principalmente, torcida, é algo raro em Pernambuco. Nos últimos anos, o Náutico passou por gestões complicadas. Aumento de dívidas trabalhistas, atraso na folha de pagamento, falta de planejamento na montagem do elenco e tantos outros problemas culminaram no rebaixamento do Timbu à Série C, em 2017. Foi nesse cenário que o presidente Edno Melo e seu vice, Diógenes Braga, assumiram o “pepino”. Dois anos depois, os alvirrubros colecionaram dois títulos, sendo um estadual e outro nacional, além do acesso à Série B. Efeito de um trabalho de soerguimento e austeridade financeira.

Não é de hoje que o noticiário esportivo ressalta o crescimento do Náutico fora de campo. A diminuição no passivo trabalhista, a valorização e venda de destaques das categorias de base, a manutenção das contas em dia mesmo sem cota de televisionamento (algo que retornará na Série B 2020), a volta aos Aflitos (maior sonho dos alvirrubros) e o planejamento pé no chão, com investimentos menores, mas organizados, já rendiam elogios à gestão. O torcedor reconhecia o esforço, embora continuasse sedento por taças.

Em 2018, no primeiro ano de gestão, o Náutico cumpriu uma parte das metas para o biênio: acabar com o jejum de 13 anos sem ganhar um Campeonato Pernambucano. O ano só não foi ideal por duas coisas: o Timbu ainda não havia voltado oficialmente para os Aflitos e, na Série C, a equipe caiu nas quartas de final para o Bragantino, adiando o acesso à Série B.

Neste ano, o início foi complicado. No Pernambucano, bateu na trave ao perder o título nos pênaltis, para o Sport. Na Copa do Brasil, foi eliminado pelo Santa Cruz. Na Copa do Nordeste, queda na semifinal para o Botafogo/PB. A caminhada rumo ao título da Série C começou com a manutenção do técnico Márcio Goiano, remanescente de 2018, além de alguns jogadores que também estavam na temporada anterior. No meio do caminho, porém, os alvirrubros decidiram alterar a rota e trouxeram um antigo conhecido, Gilmar Dal Pozzo, para comandar o time. Um técnico que, como ele próprio diz, estava em dívida com os pernambucanos ao deixar o clube no meio do trabalho, em 2016 - ele foi demitido, diga-se.

Sob seu comando, o Náutico se recuperou na Série C e terminou a primeira fase na liderança. Nas quartas e nas semifinais, vitória nas penalidades para Paysandu/PA e Juventude/RS. Perante o Sampaio Corrêa/MA, veio a coroação de um troféu nacional. Edno não confirma, mas tudo indica que ele tentará a reeleição para seguir no comando do clube.

“Responsabilidade e ambição. Apanhei para caramba para eles (jogadores) jogarem a final com o salário em dia", afirmou Diógenes, após o título.

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