Náutico terá folha de R$ 500 mil na Série B

O valor é menos de 50% acima do vencimentos do elenco de 2019, que terminaram em R$ 360 mil

Dirigentes devem permanecer para biênio 2020/2021Dirigentes devem permanecer para biênio 2020/2021 - Foto: Léo Lemos/Náutico

Novo ano, novo orçamento, mas a boa e velha política de austeridade financeira. Em 2020, o Náutico terá uma acréscimo importante nos cofres com o retorno à Série B - o clube deve embolsar R$ 8 milhões, diferente da Série C, em que não há verba oriunda das cotas de televisionamento. Em compensação, ao menos no início da temporada, a ideia dos pernambucanos é não se empolgar tanto na hora de gastar. De acordo com o vice-presidente de futebol do Timbu, Diógenes Braga, a folha salarial vai girar em torno de R$ 500 mil, menos de 50% acima do vencimentos do elenco de 2019.

"Vamos iniciar com uma folha modesta para não dar o passo maior do que as pernas. Iniciamos este ano com uma folha de R$ 230 mil e finalizamos na casa de R$ 360 mil. Para subir o valor (em 2020), nós dependemos da captação de mais recursos. Campanha de sócios, patrocínios, avanços na Copa do Nordeste e do Brasil, negociação de atletas...não podemos aumentar por aumentar. Não faremos loucuras. Sabemos que essa folha (R$ 500 mil) é menor do que muitos esperavam", afirmou o dirigente.

Em termos de comparação, caso o Náutico estivesse atuando na Série B deste ano com uma folha salarial de R$ 500 mil, os pernambucanos teriam o terceiro elenco mais barato dos 20 representantes do torneio, empatado com o Paraná e à frente apenas de São Bento/SP (R$ 480 mil) e Oeste/SP (R$ 450 mil). O Sport é o quarto mais caro (R$ 1,1 milhão). O pódio é composto por Coritiba (R$ 1,5 milhão), Red Bull Bragantino e Ponte Preta (ambos com R$ 1,2 milhão). Desse quarteto, apenas a Macaca não está no G4.

Com uma folha mais enxuta, o Náutico também não pretende em um primeiro momento repetir a postura de 2018 e 2019, ao trazer jogadores com perfil midiático para o elenco. Na temporada anterior, o nome escolhido foi o do centroavante paraguaio Ortigoza. Neste ano, o Timbu trouxe Jorge Henrique - o atacante, inclusive, está em fase de transição após uma lesão no tendão de Aquiles e ainda não teve permanência confirmada para 2020.

"Como estratégia de marketing é uma boa decisão, mas a gente precisa cumprir o planejamento e não vamos fugir disso. Se existir alguma contratação pontual que se encaixe na realidade e a gente entenda que pode funcionar, aí nós poderemos fazer", frisou o presidente do clube, Edno Melo.

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