VO2: Maratonista conta como manter o pique após os 40

Corridas de rua estão em tendência de crescimento e melhorar o nível é uma preocupação entre os atletas

Nicholas Thompson compartilhou resultados de seu teste em artigoNicholas Thompson compartilhou resultados de seu teste em artigo - Foto: Reprodução/Instagram @nxthompson

Correr é o esporte mais elementar da humanidade e cada vez mais pessoas vêm se atentando à necessidade de manter uma vida saudável e regrada fisiologicamente. O pedestrianismo vem tomando conta de Pernambuco e corridas de rua são uma tendência em crescimento.

O esporte abrange várias faixas etárias e pessoas acima dos 40 anos buscam manter o pique mesmo com o avanço da idade. O editor-chefe da revista Wired, o jornalista Nicholas Thompson, relatou como descobriu a fisiologia e a psicologia de correr bem uma maratona depois dos 40.

Leia também:
Corredores representam PE na São Silvestre
É preciso mais do que disposição para se exercitar

Em artigo publicado na Wired, Thompson conta como descobrir seu VO2 (em que V significa volume e O2, oxigênio) foi importante para melhorar seu desempenho nas corridas. Essa medida detecta a capacidade do corpo em levar oxigênio para as células do sangue durante um exercício intenso.

Método cada vez mais procurado pelos corredores, o VO2 pode ser usado para descobrir a quantidade de oxigênio que um corpo é capaz de usar. Em suma, quanto mais oxigênio é consumido melhor é o desempenho geral do atleta.

   Como e onde fazer o teste de VO2?

Existem diferentes maneiras de testar o VO2 máximo. Embora alguns corredores prefiram a pista para medir o nível e se espalhem pela internet alguns testes, o ideal é procurar exames em laboratório para encontrar resultados mais precisos, como fez Nicholas Thompson.

O atleta é colocado em uma esteira e conectado a uma máscara de respiração. Em seguida, é submetido a diversos testes que alteram sua frequência cardíaca. O resultado em cada pessoa varia entre 30 e 60, mas pode chegar a mais de 80 entre os atletas de elite. O resultado do editor-chefe da Wired chegou a 60, um índice que ele comemorou no artigo. O maior corredor de montanhas do mundo, o espanhol Kilian Jornet, atinge um pico de 92.

No Recife e região, indica o preparador físico Jaílton Santos, os exames podem ser feitos em laboratórios particulares, mas geralmente são caros por causa do alto custo do maquinário. Entre os mais comuns, cita Jaílton, está o teste de cooper, que verifica o nível de condicionamento físico. “Esse teste não é muito preciso. Vai dar um valor, mas não é fidedigno, é apenas uma estimativa para medir nível. Depois pode ser feito outro para comparar”, explica.

O preparador acrescenta que exames com um médico cardiologista também dão resultados de VO2, mas são mais simples. “Um teste de esteira normal faz uma avaliação inicial, mas que não é voltada para atividade física. O ideal é procurar um laboratório”, finalizou.  

Veja também

Santa tem responsabilidade de manter desempenho equilibrado dentro e fora de casa
FUTEBOL

Santa tem responsabilidade de manter desempenho equilibrado dentro e fora de casa

Santa Cruz estende o contrato de três jogadores até o fim da Série C
Futebol

Santa Cruz estende o contrato de três jogadores até o fim da Série C