Ao menos 33 são presos em Paris no primeiro aniversário dos coletes amarelos

Na Place d'Italie, região sul da cidade, uma agência bancária e a fachada de um centro comercial foram vandalizados

Manifestantes franceses de "colete amarelo" estão planejando uma série de manifestações em todo o país neste fim de semanaManifestantes franceses de "colete amarelo" estão planejando uma série de manifestações em todo o país neste fim de semana - Foto: Philippe Lopez/AFP

A polícia usou um canhão de água e disparou gás lacrimogêneo em Paris para conter os milhares de manifestantes que marcavam o primeiro aniversário dos coletes amarelos, no sábado (16) pela manhã.

Na Place d'Italie, região sul da cidade, uma agência bancária e a fachada de um centro comercial foram vandalizados, diversas lixeiras e um carro foram incendiados, e o mobiliário urbano foi danificado. Havia cerca de 3.000 manifestantes reunidos no local, segundo o jornal Le Monde.

"Não vamos retroceder. Seguimos aqui, mesmo que [o presidente Emmanuel] Macron não queira, seguimos aqui!", entoavam os ativistas. "Seguimos mobilizados porque queremos um futuro melhor para nós e nossos filhos, a situação na França está cada vez pior", disse à agência de notícias AFP Rémi, um funcionário público de 39 anos que não informou seu sobrenome.

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Segundo ele, que viajou 250 km de Borgonha a Paris para participar das marchas, o pouco mais de um salário mínimo que ganha não é suficiente para sustentar seus dois filhos. Confrontos também eclodiram próximo ao Arco do Triunfo, numa das principais regiões turísticas da cidade, onde os manifestantes estavam concentrados antes de saírem em marcha.

Por causa da tensão, o comando da Polícia anulou uma caminhada autorizada a sair da região e se dirigir ao centro da cidade. Ao menos 33 pessoas foram presas.
No total, 270 manifestações foram convocadas em toda a França neste sábado.
Os protestos começaram em novembro de 2018 em função da alta dos combustíveis. No decorrer dos meses passaram a adotar pautas contra as reformas econômicas do governo de Emmanuel Macron.

Apesar de terem perdido força nos últimos meses, uma pesquisa recente do instituto Odoxa mostrou que um em cada dois franceses acredita que os coletes amarelos vão ganhar força novamente.

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