Após protestos, Chile põe Exército nas ruas

Quase 10 mil membros das Forças Armadas estão nas ruas da capital do país, Santiago

Exército foi deslocado para as ruas do paísExército foi deslocado para as ruas do país - Foto: Martin Bernetti/AFP

Três mortos, mais de 300 detidos e uma onda de incêndios e saques. Diante de protestos violentos, a capital do Chile, Santiago, amanheceu neste domingo (20) patrulhada por militares, o que não acontecia desde o final da ditadura do general Augusto Pinochet, em 1990.

Quase 10 mil membros das Forças Armadas estão nas ruas da capital. Após o presidente chileno, Sebastián Piñera, decretar estado de emergência, Santiago e outras regiões do país, como Valparaíso e Concepción, estão sob toque de recolher.

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As primeiras manifestações começaram de forma pacífica no dia 14 contra o aumento de preço do metrô de Santiago, que passaria do equivalente a US$ 1,12 para US$ 1,16. Ontem (19), o governo anunciou a suspensão do reajuste.

Desde sexta-feira (18), entretanto, os protestos se intensificaram e os chilenos expressam insatisfação com as políticas do governo Piñera, com o sistema previdenciário chileno, administrado por empresas privadas, o custo da saúde, o deficiente sistema público de educação e os baixos salários em relação ao custo de vida.

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