Autoridades dizem que dos 64 mortos em shopping da Sibéria, 41 eram crianças

Presidente Putin depositou flores no local da tragédia e prometeu que "todos os culpados serão punidos"

Incênndio aconteceu no Shopping em Kemerovo, na SiberiaIncênndio aconteceu no Shopping em Kemerovo, na Siberia - Foto: HO / RUSSIAN EMERGENCY SITUATIONS MINISTRY /

Das 64 pessoas mortas nesse domingo (26), no incêndio em um shopping da cidade de Kemerovo, na Sibéria, 41 são crianças, segundo as listas divulgadas hoje (27) pelo gabinete de crise organizado pelos familiares das vítimas, informaram veículos de imprensa locais.

Um grupo de cidadãos que visitou o necrotério de Kemerovo confirmou o número de mortos divulgado pelas autoridades. "Há uma lista de 64. Examinamos os corpos. A julgar pelo tamanho, havia cerca de 20 adultos e o resto era criança", disse um dos membros do grupo, na concentração em frente à sede da administração regional de Kemerovo, segundo a agência Interfax.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que no início da manhã depositou flores no local da tragédia, se reuniu com esse grupo de pessoas no necrotério e prometeu que "todos os culpados serão punidos".

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Em reunião com autoridades locais e federais, transmitida ao vivo pela televisão, o líder foi informado das medidas de assistência aos familiares dos mortos e feridos, assim como dos primeiros passos da investigação.

O presidente do Comitê de Instrução da Rússia (CIR), Alexcandr Bastrikin, afirmou que o incêndio teve início em uma praça de jogos infantis, no quarto andar do shopping Zimnaya Vishnia (Cereja de Inverno).

"Há duas hipóteses: uma, um curto-circuito provocado por defeitos do sistema elétrico, e outra - que acreditamos ser muito menos possível - é que alguém tenha acendido um fogo", disse.

Bastrikin informou que logo após o início do incêndio, "a maior parte do pessoal [do shopping] fugiu, abandonando as crianças e seus pais".

"Os funcionários responsáveis pela segurança foram os primeiros a sair correndo", denunciou Bastrikin, acrescentando que entre os funcionários praticamente não houve vítimas.

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