BID vai premiar alternativas para driblar crise hídrica no Brasil

Inscrições das propostas podem ser feitas até o próximo dia 28 por meio da página eletrônica do evento.

Crise hídricaCrise hídrica - Foto: Daniel Prado/Agência Senado

As boas práticas e experiências em água e saneamento de maior sucesso nas Américas receberão um prêmio de mil dólares proveniente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A ideia é apresentá-las na 8ª edição do Fórum Mundial da Água, a ser realizado entre os dias 18 e 23 de março de 2018, em Brasília. As inscrições das propostas podem ser feitas até o dia 28 deste mês, na página do evento.

Os trabalhos selecionados integrarão o Relatório Regional das Américas, com o objetivo de estimular políticas públicas relativas à melhoria da gestão dos recursos hídricos.

Para estimular a sociedade civil, ONGs e instituições privadas e públicas a contribuírem com o processo, o Ministério da Integração Nacional, um dos órgãos envolvidos na organização do evento, irá realizar oficinas nas cinco regiões do País. A capacitação é para aproximar e chamar a atenção do público acerca do tema.

A primeira oficina ocorreu no Nordeste e teve o Recife como a cidade-sede para representar a região."Essa reunião preparatória teve como objetivo familiarizar o público sobre a importância do fórum. Será um momento global, onde participarão mais de 60 países, para trocar experiências, cases de sucesso e também dificuldades para que uns lugares sirvam de exemplo para outros. Um momento para congregar e discutir um assunto que é bastante atual, que são os problemas com saneamento básico, crise hídrica, seca e a influência das mudanças climáticas em todo o planeta", explica o vice-presidente da Comissão do Processo Regional do Fórum, Irani Ramos.

Nesta sexta-feira (18)) é a vez do Belém, no Pará, representar a região Norte do Brasil. De acordo com Ramos, o problema de crise hídrica não é algo que cabe apenas ao poder público. "Não adianta os gestores públicos se esforçarem em criar políticas para melhorar a segurança hídrica, se você, por exemplo, não poupa água ao escovar os dentes, tomar banho ou não economiza a energia da sua casa. Quando se poupa energia elétrica, por exemplo, diminui-se a sobrecarga sobre os mananciais para gerar energia. Então, cada um, seja setor público ou privado, tem que ter sua parcela de contribuição", reforça o gestor.

Participação
Na capital pernambucana, representantes da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Secretaria-Executiva de Recursos Hídricos, Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) participaram da oficina, além de entidades de outros estados como a Paraíba, Ceará e Piauí. O encontro ocorreu nessa terça-feira (15).

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