Campanha arrecada fundo para tratamento de Ana Lis, de 1 ano e 2 meses

Menina tem Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), Alergia a Múltiplas Proteínas Alimentares e Imunodeficiência Humoral

Campanha arrecada fundos para tratamento de Ana LisCampanha arrecada fundos para tratamento de Ana Lis - Foto: Reprodução

Familiares e amigos da pequena Ana Lis, de 1 ano e 2 meses, realizam campanha para arrecadar dinheiro, através de uma vaquinha na internet, para os gastos do tratamento da menina, que tem Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), Alergia a Múltiplas Proteínas Alimentares e Imunodeficiência Humoral.

Ainda durante o primeiro mês de vida, Ana Lis, que mora com a mãe e o irmão de 5 anos no município de Bom Conselho, no Agreste de Pernambuco, apresentou os primeiros sintomas de APLV, chegando a ser internada por desidratação. Aos 40 dias, exames laboratoriais identificaram a alergia e ainda denunciaram a ausência de Imunoglobulina A (IgA) - a deficiência faz com que ela tenha uma maior facilidade de contrair infecções.

Com 4 meses, ao serem introduzidas frutas e legumes, a menina começou a apresentar reações anafiláticas graves e esses alimentos foram adiados e, mais tarde, com novos testes, foi dado o diagnóstico de Alergia a Múltiplas Proteínas Alimentares.

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No último dezembro, Ana Lis foi submetida a uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA) para verificação de Doença Eosinofílica. A doença foi descartada, porém, devido ao uso de algumas drogas, ela teve reações alérgicas, com comprometimento cardíaco durante o centro cirúrgico. Hoje a menina consegue se alimentar com banana, maçã, melancia, biscoito de arroz e pão limpo de leite. Além de uma fórmula que substitui o leite.

Devido à falta de sucesso nos tratamentos que Ana Lis estava recebendo em Pernambuco, foi indicado uma alternativa, fora do Estado, na qual, a partir de exames de sangue e testes respiratórios e cutâneos, será desenvolvido um plano terapêutico. O objetivo é propor um cardápio rotativo, que tenta ‘enganar’ o sistema imunológico para que haja aceitação.

As consultas são realizadas com grupos de pacientes, cada vez agendadas em estados diferentes. “Em fevereiro, aconteceu no Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, mas não deu para ir devido aos custos”, explicou a fonoaudiólogaAna Carolina Rosendo, mãe de Ana Lis. Além do tratamento, o dinheiro arrecadado também será utilizado para comprar uma caneta de adrenalina para ser utilizada em situações de emergência.

A campanha busca arrecadar R$ 22 mil e conta com a solidariedade das pessoas para atingir a meta e dar o tratamento adequado à menina.

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