CBTU rebate críticas sobre reajuste no Metrô do Recife

De acordo com a superintendência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, com uma tarifa maior da passagem do metrô do Recife há perspectiva de buscar no Governo Federal um volume maior de recursos em prol do transporte público

Valor da tarifa do metrô é o mesmo desde 2012Valor da tarifa do metrô é o mesmo desde 2012 - Foto: Arthur de Souza

Benefícios a médio e longo prazo. É o que garante a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) ao justificar o aumento de 87,5% no valor da tarifa do metrô na Região Metropolitana do Recife (RMR) - que passará de R$ 1,60 para R$ 3 na próxima sexta-feira (11). No entanto há o questionamento: Por que esse reajuste não foi feito de forma escalonada?

Sobre isso, o superintendente da CBTU, Leonardo Villar, esclarece que “havia dificuldades sobre como o reajuste da tarifa seria aplicado, já que desde 2012 o valor era mantido”. “A partir do momento que a União passou a avaliar e investir na empresa, foi constatado que a eficiência financeira era muito baixa. Se você parar para pensar, esse aumento já era gradativo e não poderíamos passar as deficiências para frente”, afirmou.

Ainda segundo o superintendente, o aumento será refletido no orçamento de 2019. “Essa decisão visa tirar um pouco da diferença do que arrecadamos (R$ 66 milhões hoje) e do que a União coloca. Com uma tarifa maior há perspectiva de buscar no Governo Federal um volume maior de recursos em prol do transporte público”, disse Villar. “O metrô pratica uma tarifa social há tempos e vale ressaltar que 56% dos usuários não pagam nada porque eles entram no metrô através do ônibus e da integração”. O sistema que antes arrecadava R$ 0,60 com a tarifa, passará a ter R$ 1,20.

Leia também:
Passageiros enfrentam transtornos com atrasos no metrô
Tarifa do Metrô do Recife vai para R$ 3 a partir desta sexta

Apesar de a empresa alegar que tem feito melhorias desde a última paralisação dos metroviários em 2016, os passageiros apontam vários problemas enfrentados diariamente. “A gente sabe que eles (Metrorec) têm todo um custo de manutenção, de organização. Mas a realidade é que a população sofre muito com isso. Um reajuste de quase 100% pesa no bolso do trabalhador. Está fora da nossa realidade", afirmou a supervisora externa Jenifer Borges, usuária assídua do metrô.

As cobranças de melhorias se repetem. "Para se aumentar alguma coisa, tem que dar um serviço de qualidade. Para mim, é abusivo esse reajuste. A segurança no metrô não existe. Fora que, às vezes, nem o próprio usuário não respeita. Sobre o reajuste, acho que deveria ser abaixo e não acima", opinou o pesquisador de cursos Diego Anjos.

Veja também

Encontro de líderes de Israel e da Arábia Saudita marca nova etapa no Oriente Médio
internacional

Encontro de líderes de Israel e da Arábia Saudita marca nova etapa no Oriente Médio

Olinda inicia processo de matrícula 2021 para a rede municipal
Educação

Olinda inicia processo de matrícula 2021 para a rede municipal